ASA e MDS renovam parceria

Ministério assinou aditivo para continuidade das ações até março deste ano
Gleiceani Nogueira e Fernanda Cruz – Asacom
05/01/2012
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) assinou um aditivo que garante a continuidade da construção de cisternas feitas pela Articulação até março desde ano. O aditivo foi publicado no Diário Oficial da União do dia 30 de dezembro, dez dias após o ato público da ASA que reuniu 15 mil pessoas em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) pela continuidade da parceria.


 


No valor aproximado de R$ 6 milhões, o recurso será destinado à construção de 443 cisternas-calçadão, tecnologia que armazena água para produção de alimentos. O projeto também contempla a compra de sementes nativas, intercâmbios e sistematização de experiências. Essa ação está dentro do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) e vai envolver diretamente 26 organizações dos nove estados do Semiárido.

A assinatura do aditivo é resultado de uma reunião da ASA com a ministra Tereza Campello, ocorrida no dia 23 de dezembro, em Brasília (DF). Para o coordenador da ASA, Naidison Baptista, a assinatura do aditivo é uma medida provisória, mas indica a continuidade da parceria. O acordo também põe fim ao impasse que mobilizou milhares de parceiros, agricultores e autoridades políticas, no último mês, pela continuidade das ações de convivência com o Semiárido pela ASA.

Além disso, conforme havia se comprometido, o MDS depositou o valor de R$ 23 milhões referente à terceira parcela do atual termo de parceria que possibilita a continuidade do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC). O repasse estava atrasado desde novembro de 2011. O P1MC é responsável pela construção de cisternas de placas para consumo humano e recurso garante a ação também até março. Através dele, já foram feitas mais de 350 mil, beneficiando 1,5 milhões de pessoas.

Sobre a continuidade das ações a partir de março, a ASA deverá se reunir novamente com o Ministério entre os dias 16 e 20 deste mês, quando será apresentada uma nova proposta para realização de um novo termo de parceria entre as partes.

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/

Capes aprova Mestrado em Ciências Agrárias – Agroecologia

O PPGCAG vai funcionar no Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias, Campus III de Bananeiras e o processo seletivo será em janeiro de 2012
Após 09 meses foi aprovado o Programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias (Agroecologia) (PPGCAG). A decisão se deu por ocasião da 132ª Reunião do Conselho Técnico Científico de Educação Superior da CAPES/MEC. A reunião foi realizada entre 12 e 16 de dezembro em Brasília e a notícia foi divulgada nesta terça-feira dia 20/12/2011 no portal da CAPES/MEC. O Programa já havia sido aprovado no Conselho Superior da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) segundo a resolução n° 18/2011 do CONSEPE” informou o professor Marcos Barros de Medeiros, membro da comissão elaboradora do Programa.
O Mestrado em Ciências Agrárias (Agroecologia) partiu de uma iniciativa originada no âmbito do Departamento de Agropecuária do Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias (CCHSA) da UFPB – Campus de Bananeiras. Este Programa de Pós-Graduação “Estricto Sensu” terá inicio em março de 2012 e contará com uma área de concentração: Ciências Agrárias (Agroecologia) com duas densas linhas de pesquisa: 1) Ciências Agrárias, Indicadores e Sistemas de Produção Sustentáveis; e 2) Desenvolvimento rural, processos sociais e produtos agroecológicos.
O corpo de docentes permanentes com dedicação exclusiva será composto pelos seguintes professores doutores: Ademar Pereira de Oliveira (CCA/UFPB – Areia) Antônio Alberto Pereira (CECAN/UFPB – Mamanguape); Daniel Duarte Pereira (CCA/UFPB – Areia); Fillipe Silveira Marini (Coordenador da Comissão – DAP/CCHSA – Bananeiras); George Rodrigo Beltrão da Cruz (DAP/CCHSA – - Bananeiras); Ítalo de Souza Aquino (DAP/CCHSA – - Bananeiras); Leonardo Augusto Fonseca Pascoal (DAP/CCHSA – - Bananeiras); Marcos Barros de Medeiros (DAP/CCHSA – - Bananeiras); Marcos Paulo Carreira de Meneses (DAP/CCHSA — Bananeiras), Maria José Araújo Wanderley (DAP/CCHSA – Bananeiras); Melchior Naelson Batista da Silva (Pesquisador da Embrapa-Algodão – Campina Grande); Nair Helena Arriel (Pesquisador da Embrapa-Algodão – Campina Grande); Nivânia Pereira da Costa (DAP/CCHSA – Bananeiras); e Raunira da Costa Araújo (DAP/CCHSA – Bananeiras).  Outros cinco professores serão colaboradores: Alexandre Eduardo de Araújo (DAP/CCHSA – Bananeiras), Severino Bezerra Silva (CE/UFPB – - Bananeiras), Silvestre Fernandez Vasquez (DAP/CCHSA – - Bananeiras), e a Professora Geralda Macedo (DE/CCHSA – - Bananeiras) e Fábio Aquino (Pesquisador da Embrapa Algodão – Campina Grande).
O PPGCAG permitirá a introdução de outra perspectiva em relação à produção de alimentos baseados nos conceitos e ferramentas utilizadas pelas Ciências Agrárias e pela Agroecologia, a qual incorpora as áreas de conhecimento da Agronomia, Biologia, Ecologia, Economia e Administração, Educação, Engenharia Florestal, Sociologia, Veterinária e Zootecnia passando pelas questões relacionadas às estratégias alternativas de desenvolvimento rural e suas perspectivas políticas. O Programa proporcionará, à sociedade, profissionais com formação metodológica com a capacidade de trabalhar em interface de conhecimento, equipes e projetos de pesquisa multiprofissionais.
A proposta ainda tem como objetivo a formação, qualificação e o aprofundamento do conhecimento de docentes, pesquisadores e de profissionais especializados nas áreas afins acima citadas.
O processo seletivo para 2012 começará em Janeiro, sendo o período de inscrição a ser divulgado até o final de dezembro de 2011. Para esse primeiro processo seletivo serão ofertadas 12 vagas para candidatos formados nas áreas supracitadas e áreas afins.

ESTÁGIO DE VIVÊNCIA

Os universitários da UFERSA interessados em participar do Estágio Interdisciplinar de Vivência têm até o próximo dia 9 de dezembro para efetuar a inscrição. O estágio é aberto para estudantes de qualquer curso de graduação. As inscrições estão sendo feitas pelo site: www.caagronomiaufersa.webnode.com.br . Este ano, estão sendo oferecidas 40 vagas para estudantes da UFERSA, UFERN e UERN.

O Estágio Interdisciplinar de Vivência é uma ação organizada pelo movimento estudantil em parceria com diversas entidades e movimentos sociais. O estágio tem por objetivo proporcionar para o universitário um período de intensa vivência com uma realidade diferente da qual está acostumado. O Estado de Vivência representa hoje um importante processo de reflexão e elaboração crítica dos objetivos para a Universidade, numa valorização do diálogo com a Sociedade, repensando as condições de intervenção sobre a realidade.

O Estágio de Vivência acontece em três momentos distintos. O primeiro é a preparação que compreende três dias, com o debate das temáticas envolvido a questão agrária, agricultura familiar, entre outros. O segundo momento compreende a vivência propriamente dita, com a participação do universitário num assentamento rural durante sete dias, praticando as ações que fazem parte do cotidiano da família. E o terceiro será com a avaliação. Nesse último momento será realizada a socialização das experiências vivenciadas pelos estagiários e as lições apreendidas com a experiência.

Fonte: UFERSA

Encontro de Pedagogia trata das práticas educativas

De cinco a sete de dezembro, estudantes de graduação e pós-graduação, educadores e pesquisadores em educação se reúnem no CCHSA, em Bananeiras

Com o tema “Práticas Educativas, Culturas e Diversidades”, o Campus III da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em Bananeiras sediará, de 5 a 7 de dezembro, o 4º Encontro de Pedagogia do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA). O evento terá como público-alvo estudantes de graduação e pós-graduação, educadores e demais profissionais e pesquisadores em Educação e áreas afins.

 

O Encontro de Pedagogia foi criado no Campus III da UFPB, em 2008, a partir da iniciativa dos professores e alunos do curso de Pedagogia que hoje fazem parte do Departamento de Educação (DE).

 

Segundo os organizadores o objetivo principal do evento é discutir as práticas educativas como contribuição para o desenvolvimento social e cultural da região Nordeste tornando-se um espaço aberto para múltiplas reflexões sobre elementos políticos, culturais e pedagógicos. O encontro busca considerar essas necessidades concretas da realidade social, econômica, política e cultural da região do Nordeste brasileiro, dando ênfase às particularidades que compõem o Estado da Paraíba.

 

O credenciamento acontece às 8h do dia 5, quando será realizada a abertura do evento. Às 9h30, serão iniciadas as atividades, no Auditório do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN) com a conferência ”Práticas educativas culturas e diversidades”, proferida pela professora Rosa Maria Godoy Silveira do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) do Campus I.

 

Ainda na segunda-feira (5), às 14h, no auditório do CAVN haverá uma mesa-redonda 1: “Práticas educativas, gênero e sexualidade” com as participações dos professores Jacyene Melo de Oliveira Araújo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); Maria Anita Leocádia dos Santos, do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFPB; Maria Ivete Martins Corria, do Centro de Educação (CE) da (UFPB); e mediação da professora Luciene C. de Aquino, do Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias (CCHSA) da UFPB.

 

A programação da segunda (5) prossegue às 16h, com exposição de pôsteres e II Colóquio Transdisciplinar e será encerrada às 19h, com a Noite Cultural na quadra do Campus.

 

A programação do dia 6 inicia às 8h, com a mesa-redonda 2: “Diferentes olhares sobre a docência: aspectos éticos, culturais, intersubjetivos e jurídicos que configuram as práticas educativas do professor”, com mediação do professor Edson Brito Guedes e as participações dos docentes Isabelle de Luna Alencar Noronha e Maria Dulcinéia da Silva Loureiro ambas da Universidade Rural do Ceará (URCA), Maria Elizete Guimarães Carvalho do Centro de Educação (CE) e Maria Edson Brito Guedes do Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias (CCHSA) da UFPB.

 

As atividades continuam, às 10h, nas salas de aula do superior com as oficinas. Às 16h, Exposição de Pôsteres e o II Colóquio Transdisciplinar; e, às 19h, o encerramento com a noite cultural.

 

Na quarta-feira (9), às 8h, as atividades do terceiro dia começam com a mesa redonda 3: “Direitos humanos etnia e religiosidade”, com mediação da professora Maria Fabrícia  de S. Montenegro (UFPB) e as discussões com os professores Adelaide Alves Dias (UFPB), Ivonildes da Silva Fonseca e Waldeci Ferreira Chagas do Centro de Humanidades da UEPB. As atividades do dia serão as mesmas dos dois dias anteriores com grupos de trabalho (10h), oficinas (14h), exposição de pôsteres e II Colóquio Transdisciplinar (16h) e encerrando, às 19h, com a noite cultural na quadra do Campus.

 

Ainda fazem parte da programação 13 Grupos de Trabalho (GTS) e 11 oficinas enfocando temas como diversidades, diferenças sociais históricas, culturais e pedagógicas das escolas, e outros lugares da educação.

 

Informações e esclarecimentos sobre o evento no endereço eletrônicohttp://epufpb.blogspot.com/ ou pelo telefone (83) 3367-1200.

Fonte:

Agência de Notícias da UFPB – Marcos Figueiredo

VIII Estágio Interdisciplinar de Vivências do Rio Janeiro – 2012

VIII Estágio Interdisciplinar de Vivências do  Rio Janeiro - 2012

O Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV) em Áreas de Assentamentos e Acampamentos Rurais do Estado do Rio de Janeiro é uma experiência em que @s participantes têm a possibilidade de conhecer e vivenciar a realidade da luta pela Reforma Agrária no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Essa experiência visa aproximar @s estudantes da realidade do campo e dos movimentos sociais, problematizando a questão agrária brasileira e refletindo sobre o papel dos sujeitos envolvidos.

IV Estágio Interdisplinar de Vivência do Sergipe

IV Estágio Interdisplinar de Vivência do Sergipe

“Olá companheirada desse Brasil!
Finalmente estão abertas as inscrições pro IV EIV Sergipe – Estágio Interdisciplinar de Vivência em Áreas de Reforma Agrária e Agricultura Camponesa de Sergipe – que acontecerá de 7 a 27 de janeiro/2012!
Aqui em Sergipe viemos num processo de construção desse IV EIV bastante maduro e instigador! Acreditamos no EIV como uma ferramenta indispensável no despertar da necessidade de formação política de um militante, e que aponta pra organização estudantil como um caminho central desse processo.
Dentro do processo de construção do EIV a parceria com os Movimentos Sociais Populares é um princípio por termos como horizonte a construção e fortalecimento do Campo do Projeto Popular. Assim, nesse IV EIV, estamos em parceria com o MST – Movimentos dos Trabalhadores Rurais sem Terra – e o MPA – Movimentos dos Pequenos Agricultores, que além da contribuição na construção, proporcionarão, a partir das vivências em suas áreas, o contato do estudante com a realidade do trabalhador rural, unindo forças para nossa luta!

É importante que as executivas de curso e coletivos organizados indiquem militantes para serem estagiários, pois estes serão priorizados. Os outros estudantes podem falar com a gente caso tenham qualquer dúvida.
Lembramos que as inscrições se darão somente até dia 07 de dezembro!

Segue em anexo

(http://www.4shared.com/document/J68iqsQv/FICHA_DE_INSCRIO__1_.html?) a ficha que deverá ser enviada, após preenchida, para o email: EIVSERGIPE@GMAIL.COM

É com muita expectativa que esperamos vocês aqui!
Abraços sergipanos de luta!

 

Fonte: FEAB

CARTA ANA EM DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL E DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE APOIO À AGROECOLOGIA

A Associação Brasileira de Agroecologia-ABA, preocupada com os rumos dos encaminhamentos no Senado Federal e os possíveis novos retrocessos que poderemos ter com respeito à defesa do meio ambiente, SUBSCREVE e apoia a carta da ANA-Articulação Nacional de Agroecologia. A posição da Associação continua sendo de intransigência, quando se trata de qualquer determinação legal ou não que possa afetar a vida em todas as suas dimensões e, inclluindo, as possibilidades de vida digna para as futuras gerações.
Como temos procurado demonstrar aos gestores públicos, pelo menos nas últimas décadas, a Agroecologia oferece bases epistemológicas, metodológicas e tecnológicas capazes de dar um basta ao processo de destruição e de impactos socioambientais que vem provocando o equivocado modelo de industrialização e subordinação da agricultura baseada nos pacotes da revolução verde e nos monocultivos artifializados.
Convidamos a todos os colegas para que se incluam nesta luta através de suas redes de contatos e façam saber aos congressistas e ao Governo Federal, que uma parte importante da sociedade brasileira não aceita e não aceitará retrocessos no que tange ao nosso patrimônio natural e cultural.

(Por Francisco Roberto Caporal – Presidente da ABA-Agroecologia)

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EM DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL E DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE APOIO À AGROECOLOGIA

O Brasil corre um enorme risco de se posicionar na contramão da história se o texto que altera o código florestal, aprovado na câmara dos deputados, for aprovado no senado e sancionado pela Presidenta Dilma. E justamente no momento em que o Brasil vai sediar, em 2012, a Rio+20, e as atenções internacionais estarão voltadas ao nosso país.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) produziram um relatório posicionando-se negativamente sobre a proposta de mudança do Código Florestal Brasileiro. O relatório destaca que o processo histórico de ocupação do território brasileiro resultou em aumento das pressões sobre o meio ambiente, em processos erosivos, na perda de biodiversidade, na contaminação ambiental e em desequilíbrios sociais. Os diagnósticos realizados demonstram que existe um passivo da ordem de 83 milhões de hectares de áreas de preservação ocupadas irregularmente, de acordo com a legislação ambiental em vigor. É preciso repensar essa ocupação e promover uma adequação ambiental e social da atividade rural.

A maior parte deste passivo sem sombra de dúvidas pode ser creditada à agricultura patronal, o chamado agronegócio, não só pela dimensão da área ocupada pelas grandes propriedades como pelo modelo de produção em monoculturas, intensivo no uso de máquinas, adubos químicos e agrotóxicos. A agricultura familiar camponesa, agroextrativistas, povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais adotam, predominantemente, um modelo que alia produção agrícola e conservação dos recursos naturais (solo, água e biodiversidade).

A mudança do Código Florestal, portanto, interessa em primeiro lugar ao agronegócio, que sempre ignorou a existência desta legislação e considera a sua implementação efetiva como uma ameaça à continuidade e expansão de seu modelo predatório de produção e acumulação de riquezas.

Entendemos que a legislação atual traz restrições para a permanência da agricultura familiar no campo, quando consideramos, por exemplo, casos de pequenas propriedades que utilizam áreas previstas em lei para preservação. Isso quer dizer que há a necessidade de aperfeiçoamento na legislação, levando-se em consideração as especificidades da agricultura familiar.

No entanto, diversas leis e decretos ou medidas infralegais, como resoluções e instruções normativas, publicadas nos últimos anos procuram contemplar estas especificidades. Como exemplo, a recente Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, número 425, de maio de 2010, dispõe sobre critérios para a caracterização de atividades e empreendimentos agropecuários sustentáveis do agricultor familiar, empreendedor rural familiar, e dos povos e comunidades tradicionais como de interesse social para fins de produção, intervenção e recuperação de Áreas de Preservação Permanente e outras de uso limitado.

O que faltou nestes 46 anos de vigência do Código Florestal foi principalmente a formulação de propostas de políticas públicas que viabilizassem a sua efetiva implementação. Pelo contrário, o que se viu foi a adoção de políticas que incentivavam o desmatamento, colocado como condição para o acesso ao crédito, por exemplo.

Portanto, não se trata de revogar o código e sim criar condições e políticas públicas para o seu aperfeiçoamento e implementação. Nos próprios quadros técnicos de órgãos ambientais e de assistência técnica e extensão rural governamentais pode-se verificar um grande desconhecimento sobre o Código Florestal e das medidas infralegais que buscaram aperfeiçoá-lo nos últimos anos.

Percebemos que o atual debate sobre as alterações no código florestal está sendo feito de forma oportunista e irresponsável pelas lideranças ruralistas, que cooptaram setores importantes do governo e do legislativo. O texto aprovado na câmara significa um retrocesso que beneficia os setores mais retrógrados do campo, premiando com anistias aqueles que mais dilapidaram e usurparam os recursos naturais e abrindo caminho para um aumento colossal do desmatamento em nosso país e da violência contra os povos do campo e da floresta. A sinalização de “liberou geral”, dada pelo debate na Câmara desde o começo do ano, já tem como conseqüências práticas o aumento impressionante de 473% no desmatamento em Mato Grosso, na comparação com os mesmos meses do ano passado, e o claro aumento do tom e da quantidade de ameaças que lideranças ambientalistas da Amazônia vêm recebendo, que culminaram com os assassinatos de José Cláudio Ribeiro da Silva, Maria do Espírito Santo da Silva e Adelino Ramos.

Portanto, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) se posiciona contra as mudanças propostas para o Código Florestal Brasileiro, e reforça a necessidade de fortalecer a agricultura familiar camponesa, agroextrativistas, povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais, com a valorização e incentivo a práticas sustentáveis, especialmente na promoção da Agroecologia.

Os sistemas de produção baseados na Agroecologia demonstram grande potencial para o enfrentamento da crise civilizatória que vivemos (incluídas aí as crises econômica, socioambiental, energética e alimentar) e dos problemas do modelo de desenvolvimento hoje dominante no País.

Estudos recentes, realizados nos biomas Mata Atlântica e Amazônia, com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), apontam para a importância dos chamados Sistemas Agroflorestais (SAFs) para a produção de alimentos e conservação da biodiversidade, solos e água. Alguns sistemas chegam a abrigar mais de trinta espécies endêmicas de árvores e arbustos desses biomas, e a sequestrar cerca de 150 toneladas de CO2 equivalente em um período de 15 anos. Outro papel importante dos SAFs refere-se à manutenção de conectividade funcional entre áreas de fragmentos florestais. Pesquisas conduzidas no sul do Brasil demonstram que a proporção de espécies da fauna típica de ambientes florestais é maior em plantios complexos e multidiversos do que em sistemas de monocultivo. Pesquisas na Zona da Mata de Minas Gerais
demonstram que a biodiversidade associada nos SAFs é responsável por vários serviços ambientais, como polinização, melhoria da qualidade do solo e controle de insetos indesejáveis; regula processos-chave no funcionamento dos agroecossistemas, tais como a decomposição da matéria orgânica, o controle natural de insetos-praga e patógenos e a ciclagem de nutrientes, contribuindo em grande parte para a resiliência capacidade de suportar estresses ambientais) do sistema de produção.

A importância da agricultura familiar e, principalmente, dos sistemas de produção com base agroecológica para combater a pobreza, para a promoção de segurança alimentar e da sustentabilidade ambiental é referendada pelo maior estudo realizado até o momento sobre o estado da arte da agricultura mundial. O chamado relatório da Avaliação Internacional do Papel dos Conhecimentos e da Tecnologia no Desenvolvimento Agrícola (International Assessment of Agricultural Knowledge, Science and Technology for Development – IAASTD), elaborado por centenas de cientistas de todo o mundo e organizado com apoio de vários organismos das Nações Unidas, dentre eles o Banco Mundial, a Organização para Agricultura e Alimentação – FAO, e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD é taxativo em afirmar que políticas públicas e arranjos institucionais deverão priorizar o uso de abordagens de manejo agroecológico para a promoção do desenvolvimento sustentável. O Professor Olivier de Schutter, relator especial da ONU, sobre “os direitos à alimentação”, baseado em vários estudos também foi categórico ao afirmar que as política públicas devem apoiar a agroecologia (ONU, A/HRC/16/49).

O Projeto de Lei na forma em que foi aprovado na Câmara dos Deputados é absolutamente prejudicial para o desenvolvimento sustentável do país, além de criar dificuldades para que o Brasil cumpra os acordos estabelecidos internacionalmente. O substitutivo apresentado pelo deputado Aldo Rebelo e aprovado na câmara favorece apenas aos interesses do agronegócio, anistia crimes ambientais cometidos por produtores rurais, desobriga a recomposição das áreas consolidadas, permite a compensação de Reserva Legal fora da
região ou bioma e desobriga a recomposição da Reserva Legal em propriedades de até 4 módulos fiscais, sem diferenciar o agronegócio da agricultura familiar camponesa, agroextrativistas, povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais. Os deputados ainda aprovaram a desastrosa emenda 164, que atribui aos estados responsabilidades que pertencem à Lei Federal. A flexibilização dessa legislação poderá desencadear desdobramentos com sérias conseqüências para o meio ambiente. Resta saber como os deputados pensam em substituir os serviços ambientais que poderão ser eliminados com esta nova legislação e que só as florestas nos podem garantir, como: a produção de água, a regulação dos ciclos das chuvas e dos recursos hídricos, a proteção da biodiversidade, a polinização, a reprodução de muitas espécies, o equilíbrio das cadeias tróficas, o controle do assoreamento dos rios e barragens e o equilíbrio do clima, alguns dos sustentáculos básicos da vida neste planeta. Conclamamos todos os parlamentares, o governo federal e a sociedade brasileira a se posicionarem e agirem com responsabilidade histórica e a atuarem firmemente contra o retrocesso que significa a aprovação do relatório aprovado na câmara dos deputados. Caso contrário, as consequências para o futuro serão desastrosas, nós já a sentiremos, e muito mais ainda nossos filhos e netos. Conclamamos a todos a agirem em defesa da vida e do futuro do nosso país e do planeta Terra.

20 de setembro de 2011

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Olha nós no…

e no…

Paraibanês

Paraibano não fica solteiro... ele fica solto na bagaceira!
Paraibano não vai com sede ao pote... ele vai com a bixiga taboca!
Paraibano não vai embora... ele vai pegá o beco!
Paraibano não diz 'concordo com vc' ... ele diz 'Né isso, homi!!!!'
Paraibano não conserta... ele Imenda!
Paraibano não bate... ele 'senta-le'a mãozada!
Paraibano não sai pra confusão... ele sai pro 'muído'!
Paraibano não bebe um drink... ele toma uma!
Paraibano não é sortudo... ele é cagado!
Paraibano não corre... ele dá uma carrera!
Paraibano não brinca... ele manga!
não toma água com açúcar... ele toma garapa!
não engana... ele dá um migué!
não percebe... ele dá fé
não vigia as coisas... ele pastora!
não sai apressado... ele sai desembestado!
não aperta... ele arroxa!
não usa zíper... usa 'riri'!
não dá volta... ele arrudêia!
não espera um minuto... ele espera um pedaço!
não é distraído... ele é avoado!
não fica encabulado... ele fica todo errado!
não passa a roupa... ele engoma a roupa!
não ouve barulho... ele ouve zuada!
não rega as plantas... ele 'agoa' as plantas
não é esperto... ele é desenrolado!
não é rico... ele é estribado!
não é homem... ele é macho !
não diz tu ouviste? , ele diz vice?
não diz vamos embora ele diz bora!
não grita de espanto ele diz oxe!
não se impressiona, só diz vôte!
não diz não, diz nã!

Ô orgulho réi besta!!!

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