Variedades de sementes locais da Borborema são lançadas em evento no Brejo paraibano

Famílias agricultoras que trabalham o armazenamento das sementes da paixão, através de bancos de sementes familiares e comunitários, e entidades assessoras do movimento da agricultura agroecológica do Pólo da Borborema se reuniram para o lançamento do programa de sementes da paixão que aconteceu na última quarta-feira(11/04), na estrutura destinada ao Banco mãe de sementes, em Lagoa Seca, Brejo paraibano.
O evento contou com participação de representações da SEDAP, Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca; Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário do MDA, Conab dentre outras e representou espaço expositivo e de reivindicação já que está fazendo um ano, neste mês de abril, que o governo paraibano se comprometeu em finalizar a obra construída com recursos do MDA e até agora não finalizou a obra conforme negociado com a agricultura familiar regional.
“A agricultura familiar está na agenda do governo do Estado da Paraíba, é prioritária dentro do processo de desenvolvimento do nosso estado, o governador Ricardo Coutinho a partir de todas as suas secretarias tem uma unificação que envolve a agricultura familiar e, no que se trata de sementes, ainda existe um desafio enorme de conseguirmos consolidar a compra pelo governo do estado direto aos agricultores familiares que produzem sementes de qualidade, sementes adaptadas e nós acreditamos, enquanto governo, enquanto secretaria de desenvolvimento da agropecuária e da pesca, que é nesse ano de 2012 que essa compra ela será materializada”, explica o secretário da agricultura familiar do governo do estado, Alexandre Eduardo, ao justificar o que a agricultura chamou de contradição da distribuição de sementes feita pelo Governo Estadual e Federal acrescentando que as obras que não foram iniciadas conforme o prometido pelo governador Ricardo Coutinho desde o ano passado terão início em breve já que os trâmites legais estão sendo finalizados.
Para o coordenador do Pólo Sindical da Borborema, Nelson Anacleto, o trabalho significa o lançamento de uma dinâmica que existe em todo o Território da Borborema onde entidades e agricultores têm investido fortemente no resgate, valorização e fortalecimento da diversidade de sementes tradicionalmente trabalhadas em toda a região e que passam a ser ameaçadas com a entrada de sementes produzidas por empresas já que tiram a condição de se trabalhar a diversidades de culturas que são trabalhadas pelas famílias.
Ao dialogar com Stúdio Rural o agricultor Luiz Pereira de Sousa, residente na comunidade Salgado do Sousa, em Solânea, disse que esse foi mais uma oportunidade para se mostrar a existência abundante de sementes trabalhadas em toda a região, fazendo com que as famílias se motivem em utilizar suas variedades e cobrem dos governantes que valorizem a cultura local com respeito as práticas regionais. “É porque nós temos uma sementes aqui de nossos tataravós, sementes de cem ou cento e tantos anos e é uma semente que dá com pouca chuva, uma semente de qualidade, uma semente que dá saúde a todo consumidor que consome e é uma semente que não podemos deixar que daqui a cem ou duzentos anos essas sementes saíam de nossa região porque é uma semente adaptada ao solo, ao clima e é uma semente bem preparada e bem guardada por nós agricultores porque nós temos muito amor por essas sementes da paixão”, explica aquele agricultor ao dialogar com os ouvintes das emissoras parceiras.
Sousa comentou que a falta da conclusão da obra destinada ao Banco mão de sementes traz uma grande preocupação para os componentes da agricultura familiar local porque antes do governador ser eleito ele fez a promessa, em seguida voltou ao local pra fazer inauguração inicial com mais uma promessa de conclusão sem que nada tenha sido feito até o momento. “Em nome da agricultura familiar, pedimos ao senhor governador que nos apóie, apóie essa semente porque já foi promessa do governador e esse é um canto adequado pra nós guardar essa semente porque é um local bastante adaptado para guardar essa semente”.

Nov@s Maeir@s!

Damos as boas vindas aos novos integrantes do MAE.
Novos Maeir@s: Catarina CarvalhoGuilherme MonteiroDenizard OrescaGisliane OsorioMatheus CasimiroAldeir Ronaldo, Lucildo Cruz, Rosieudo Leite, Rielder Rolim, Matheus Longo, Isabel Cristina Oliveira e Josikleton Albuquerque.

Sejam todos BEM VINDOS!Image

Cúpula dos Povos: ativistas criticam mercado de crédito de carbono

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Do Portal Terra
 
A política de emissão de crédito de carbono é “perversa” com o meio ambiente e não ajuda a reduzir a emissão de poluentes. A avaliação é de Graciela Rodrigues, que integra o comitê responsável pela organização da Cúpula dos Povos, evento que vai discutir o desenvolvimento sustentável do planeta de forma paralela à Rio+20, debate da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o mesmo tema, previsto para ocorrer entre os dias 15 e 23 de junho.
 
Para a ativista, a instituição de compra e venda desses créditos mercantiliza elementos da natureza e, na prática, permite que agentes poluidores continuem agindo, sem que necessariamente reduzam suas emissões. “Definitivamente, esse mercado não é a solução real para evitar mais poluição. A política de emissões da ONU é uma tragédia. Uma indústria não reduz a poluição, e compensa isso pagando para comprar créditos de quem conseguiu reduzir”, afirmou, após participar de reunião preparatória para a Cúpula dos Povos, no Rio.
 
O mercado de crédito de carbono foi criado em 1997, a partir do Protocolo de Kyoto, que determinava que os países altamente industrializados teriam que reduzir a emissão de gases do efeito estufa. É um sistema de compensação, no qual uma indústria que não tenha conseguido reduzir os níveis de poluição pode comprar créditos de terceiros que tenham feito alguma ação e tenham conseguido reduzir as emissões, mesmo que em outro local do planeta. Um crédito de carbono equivale a 1 tonelada de dióxido de carbono.
A Cúpula dos Povos terá a participação dos movimentos populares, e terá um tom crítico às propostas que estarão sendo discutidas na Rio+20 por chefes de Estado de países membros da ONU.
 
Reforma agrária como solução
 
Para Marcelo Durão, representante da Via Campesina no Comitê da Cúpula dos Povos, a pauta da Rio+20 apresenta falsas soluções, como o mercado de crédito de carbono. Um dos objetivos da Cúpula dos Povos será a criação de uma agenda comum entre diferentes movimentos sociais para enfrentar o que ele classificou como “um período de neodesenvolvimentismo que governos de diferentes nações estão querendo implementar”. Esse neodesenvolvimentismo é baseado em mudanças nas legislações ambientais e trabalhistas que não beneficiam a população de forma geral.
 
Durão citou a reforma agrária como exemplo de solução que deve ser adotada para que haja desenvolvimento sustentável. O tema, na visão dele, é ignorado no debate entre as nações. “A relação com a natureza do camponês é de uso daquilo ali, e não de degradação. O quilombola, por exemplo, não tem relação de propriedade privada com a terra, e sim de posse”, comentou.
 
Graciela Cardoso criticou também a falta de eficácia das definições das reuniões globais organizadas pela ONU. Ela lembra que muitos documentos são assinados, mas, na prática, nada é cumprido. “Tem que se dar um basta às assinaturas de governos que não são cumpridas”, ressaltou, lembrando de propostas acertadas em eventos como a Eco92, ocorrido há 20 anos, no Rio. “Houve propostas boas e fortes, mas que, na prática, não foram cumpridas”, acrescentou.
 
Neste domingo, dia 25, os movimentos que integram o comitê da Cúpula dos Povos promovem, no Rio, a Caminhada dos Povos. O início está marcado para as 14h, no morro do Cantagalo. De lá, seguem para a orla, onde haverá uma bicicletada para incentivar o uso de bicicletas. No Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, haverá oficinas de agroecologia e arte com lixo, além de uma feira de trocas, para que objetos que não têm mais serventia possam ser trocados por outros.

Uso de agrotóxicos em lavouras brasileiras segue lógica do lucro, diz Stedile

Por Thais Leitão
Da Agência Brasil
O uso de agrotóxicos nas lavouras brasileiras, como forma de elevar a produtividade no campo, foi criticado pelo coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, que participou de aula inaugural da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O assunto foi debatido como parte da preparação da instituição para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho, no Rio de Janeiro.
De acordo com o ativista, que lançou no ano passado a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, o Brasil deveria proibir totalmente o uso desse tipo de produto. Ele acredita que a utilização dessas substâncias está ligada apenas à lógica mercadológica de aumento de lucros.
“O crescimento do uso de agrotóxicos no Brasil não tem a ver com necessidade agronômica, com condições climáticas, mas com o modelo atual do agronegócio, para conseguir produtividade e lucro máximos. Por isso, é preciso conscientizar a população para que, num processo de transição, cheguemos à [condição de] não utilização de nenhum tipo de veneno agrícola”, avaliou.
Stédile destacou que o Brasil é apontado como o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Segundo ele, o consumo médio anual no país é de 5,4 litros dessas substâncias por habitante e para cada hectare cultivado são utilizados 16 litros de agrotóxicos.
“Não há cientista ou agrônomo que consiga justificar que, mesmo numa agricultura tropical, sejam necessários 16 litros de veneno para cultivar um hectare”, lamentou.
Para o coordenador do MST, a saída para a produção de alimentos saudáveis é o desenvolvimento da agroecologia, baseada em experiências de agricultores familiares, de comunidades indígenas e camponesas, capazes de estabelecer uma nova relação entre sociedade e natureza.
O coordenador executivo da Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio de Janeiro (Apedema-RJ), Markus Budzynkz, ressaltou que o fortalecimento da agricultura orgânica representa uma forma de resistência ao crescimento do uso de agrotóxicos.
Ele informou que somente no Rio de Janeiro há cerca de 460 produtores orgânicos cadastrados, que trabalham para difundir a produção e o consumo de alimentos que não oferecem riscos à saúde.
“A situação é grave, mas há esperança de melhora com o fortalecimento da cultura. É preciso aumentar a conscientização de produtores rurais sobre a importância das práticas ambientalmente corretas e que os consumidores dêem preferência aos produtos certificados. Ainda que os preços sejam algumas vezes maiores do que os produtos comuns, ao consumi-los a população tem a garantia de que não vai ter prejuízos à sua saúde”, afirmou.
No fim do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que coordena o Sistema Nacional de Vigilância Toxicológica, divulgou o resultado de uma análise feita em 2010, constatando o uso de agrotóxicos não autorizados no plantio de determinados alimentos.
Entre as 2.488 amostras de alimentos analisadas, quase três em cada dez apresentaram resultado insatisfatório para a presença de resíduos dos produtos. Deste total, 605 (24,3%) amostras estavam contaminadas com agrotóxicos não autorizados; em 42 amostras (1,7%), o nível de agrotóxico estava acima do permitido; e em 37% dos lotes avaliados não foram detectados resíduos de agrotóxicos. O pimentão liderava a lista dos alimentos com grande número de amostras contaminadas por agrotóxico, seguido por morango e pepino.

Entre os dias 18 à 20 de abril estará acontecendo o 3º Seminário Nacional de Formação Camponesa, e entre os dia 20 à 22 a 5º Festa Nacional das Sementes Criolas, na cidade de Anchieta-SC.

Indignação dos Guardiões das Sementes

(Joaquim Pedro de Santana)

Jesus mestre salvador

Lá do céu está vendo
O que é que estão fazendo
Com o povo agricultor
É tirar o nosso valor
Mandar sementes pra gente
Com veneno é indecente
Deus não vai dar o perdão
É a indignação dos guardiões da semente

De apoio precisamos
Federal ou do Estado
Mas devemos ser consultados
Para saber o que plantamos
Por que nós não aceitamos
Virem com veneno pra gente
Saber que é indecente
Para nossa plantação
Esta é a indignação dos guardiões das sementes

Temos 38 espécies
230 variedades
Todas de boa qualidade
Que o povo todo conhece
Não sei o que acontece
Programas mandar pra gente
Só quatro achamos indecente
Fazemos revolução
É a indignação dos guardiões da semente

Nós sabemos que se plantar
As nossas variedades
Teremos com qualidade
Segurança alimentar
Também nós vamos zelar
O nosso meio ambiente
É bastante diferente
Desta outra plantação
É a indignação dos guardiões da semente

Nossos avós e nossos pais
Nos ensinaram a plantar
E também armazenar
Com produto naturais
Pimenta do reino é capaz
Para o trabalho da gente
Casca de laranja é excelente
Para a boa germinação
Está é a indignação dos guardiões da semente

Pedimos para não plantar
Pois temos diversidade
Mas se houver necessidade
De perto dela passar
Máscara e luva vamos usar
Para proteger a gente
Pois veneno é indecente
O mesmo é coisa do cão
Essa é a indignação dos guardiões da semente

Nos também temos clareza
Que o problema é financeiro
E com nosso dinheiro
Enricar mais as empresas
Veneno na nossa mesa
Com dinheiro da gente
Se chegar na minha frente
Digo ao chefe da Nação
Está é a indignação dos guardiões da sementes

No banco a semente está
Para a nossa autonomia
Pra quando chegar o dia
De o agricultor plantar
É só ele ir lá buscar
Voltar feliz e contente
Porque tem em sua frente
As sementes da paixão
Essa é a libertação dos guardiões da semente

Veta Dilma as mudanças dos ruralistas no Código Florestal

Por Luiz Zarref
Do Jornal Sem Terra
Após a votação do manifesto ruralista,escrito pelo deputado Aldo Rebelo, na Câmara dos Deputados em junho de 2010, o texto de destruição do Código Florestal foi para o Senado Federal.
Em dezembro último, um novo texto foi aprovado no Senado, preparado pelos relatores Luiz Henrique (PMDB, ex-governador de Santa Catarina no período em que foi criada a lei estadual anti-constitucional, que acaba com o Código Florestal em SC) e por Jorge Vianna (PT, ex-governador do Acre, que foi consultor da Aracruz).
Essa nova proposta do Senado trouxe vários pontos novos, que atendem a outros interesses do grande capital. Entre eles, a liberação de obras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas em Áreas de Preservação Permanente (APPs), a permissão de expansão da devastadora carcinocultura e a mercantilização das florestas e dos bens comuns.
Além disso, os pontos centrais de interesse do agronegócio foram mantidos:
a) Anistia todos os desmatamentos em beiras de rios e nascentes ocorridos até julho de 2008, obrigando a recuperação de, no máximo, metade das áreas que hoje deviam estar conservadas;
 b) Anistia o plantio de lenhosas como eucalipto e pinus em áreas com inclinação maior que 45° e topos de morros. Essa anistia é muito diferente da reivindicada pela agricultura camponesa, que é a manutenção de espécies como maçã, uva e café, que possuem ciclo muito mais longo;
c) Anistia o desmatamento de Reserva Legal (RL) que ocorreu até 2008 para todos os imóveis com até quatro módulos fiscais (que varia de 20 a 400 hectares, dependendo da região). Isso desobriga estas propriedades da exigência de preservar 80% da RL no bioma Amazônico e 40% no cerrado. Tudo que o agronegócio exigia.
d) A RL desmatada pode ser recomposta com até 50% de espécies exóticas, aumentando os desertos verdes de eucalipto e pinus. Ou seja, os imóveis rurais que precisam recompor a RL ou APPs em encostas, morros e margens de rios, podem replantar com até 50% de eucalipto! Algo maravilhoso para as empresas de celulose, pois poderiam até fazer parcerias com pequenos e médios proprietários, sem ter que comprar a terra.
e) Os imóveis que terão que recompor ou preservar a RL e/ou APPs poderiam compensar o desmatamento de uma propriedade em outra fazenda que esteja no mesmo bioma, deixando uma conservada e a outra toda desmatada. Com isso, o que não faltará são falcatruas, como a grilagem de terras públicas intocáveis e a averbação de outras áreas para compensar tudo o que o proprietário desmatou na sua fazenda.
No entanto, a grande novidade no trâmite do Senado, é que, lamentavelmente, setores do Governo Federal, principalmente o Ministério da Agricultura e o Ministério do Meio Ambiente, trabalharam intensamente para a aprovação desse novo texto.
Buscaram construir um suposto consenso, criando um falso discurso de que o texto do Senado estaria melhor que o texto da Câmara dos Deputados. Como percebido, isso é uma mentira escandalosa, que serve para tentar confundir e neutralizar a crescente mobilização social contrária à destruição do atual Código.
Apesar do empenho do governo e da grande articulação feita pelo agronegócio, a luta popular conseguiu garantir o voto de diversos senadores, como Lindbergh Farias (PT/RJ), Cristovam Buarque (PDT/DF), João Capiberibe (PSB/AP), Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) e Marinor Brito (PSOL/PA).
Próximos passos
Agora o projeto voltará para a Câmara dos Deputados, onde a votação está marcada para os dias 6 e 7 de março. Na Câmara, o texto não poderá receber novas propostas. Os deputados podem apenas aprovar a proposta do Senado integralmente ou vetar algumas mudanças, retomando parcialmente o texto original do projeto aprovado no primeiro relatório do Aldo Rebelo.
Diante dessa realidade, só há um caminho para a sociedade brasileira: exigir da presidenta Dilma Rousseff o veto de toda e qualquer anistia e fragilização das APPs e RLs, concentradas no capítulo das Disposições Transitórias. Esse primeiro trimestre é o momento de realizarmos mobilizações que demonstrem que a sociedade brasileira é contra este texto produzido no Congresso Nacional.
Os movimentos populares, sindicais e socioambientais concentrarão atos no dia 6 de março em diversos estados, mostrando que em todos os cantos do país ecoa a resistência à destruição implementada pelo agronegócio. No dia 7 de março, para quando está marcada a votação, faremos um importante ato em Brasília, repercutindo as mobilizações estaduais e cobrando o compromisso da presidenta de não aprovar um Código Florestal Ruralista.
Para o bem de nossas florestas e nossos territórios, VETA DILMA!
O que a presidenta Dilma tem que vetar:
- A possibilidade de recuperar só metade das áreas que foram desmatadas em beiras de rios e nascentes até junho de 2008.
- A permissão do plantio de lenhosas em áreas com inclinação maior de 45° e topos de morros.
- A desobrigação de recuperar as RLs desmatadas até 2008 para todos os imóveis com até quatro módulos fiscais.
- A autorização das RLs e APPs serem recompostas com até 50% de espécies exóticas, o que aumentaria os desertos verdes de eucalipto e pinus.
- A possibilidade de recuperar ou preservar a RL e/ou a APP em outra propriedade de um mesmo bioma.
- Não permitir a regularização da expansão da carcinocultura nos mangues.
 Fonte:

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Olha nós no…

e no…

Paraibanês

Paraibano não fica solteiro... ele fica solto na bagaceira!
Paraibano não vai com sede ao pote... ele vai com a bixiga taboca!
Paraibano não vai embora... ele vai pegá o beco!
Paraibano não diz 'concordo com vc' ... ele diz 'Né isso, homi!!!!'
Paraibano não conserta... ele Imenda!
Paraibano não bate... ele 'senta-le'a mãozada!
Paraibano não sai pra confusão... ele sai pro 'muído'!
Paraibano não bebe um drink... ele toma uma!
Paraibano não é sortudo... ele é cagado!
Paraibano não corre... ele dá uma carrera!
Paraibano não brinca... ele manga!
não toma água com açúcar... ele toma garapa!
não engana... ele dá um migué!
não percebe... ele dá fé
não vigia as coisas... ele pastora!
não sai apressado... ele sai desembestado!
não aperta... ele arroxa!
não usa zíper... usa 'riri'!
não dá volta... ele arrudêia!
não espera um minuto... ele espera um pedaço!
não é distraído... ele é avoado!
não fica encabulado... ele fica todo errado!
não passa a roupa... ele engoma a roupa!
não ouve barulho... ele ouve zuada!
não rega as plantas... ele 'agoa' as plantas
não é esperto... ele é desenrolado!
não é rico... ele é estribado!
não é homem... ele é macho !
não diz tu ouviste? , ele diz vice?
não diz vamos embora ele diz bora!
não grita de espanto ele diz oxe!
não se impressiona, só diz vôte!
não diz não, diz nã!

Ô orgulho réi besta!!!

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