Nesta terça, dia 17: 2ª noite do Ciclo de Palestras com discussões sobre Territorialidade e Mulheres na Agricultura
17 mai 2011 Deixe um comentário
em Atividades e ações do MAE Tags:agricultura familiar, agroecologia, cca-ufpb, movimentos sociais
Na terça-feira, dia 10 de maio, o Movimento Agroecológico abriu o 4º Ciclo de Palestras em Agroecolgia, evento este que contemplará todas as terças do mês de maio até o dia 31.
Na ocasião estavam presentes os professores Djail Santos, Diretor do CCA/UFPB, e Manoel Bandeira, futuro coordenador do curso de Agronomia de Areia; que enriqueceram as discussões das duas palestras. Este ainda falou um pouco sobre a mulher na Agricultura Familiar, já fazendo um gancho com a palestra do 2º dia do Ciclo de Palestras, que será nesta terça, dia 17. Sem contar, com a presença da companheira Ana Cristina, que trabalha na COONAP, uma cooperativa que trabalha com Assistência Técnica, Social e Ambiental, em 30 assentamentos localizados na região do curimataú, brejo, cariri e agreste paraibanos.
De começo, houve uma inversão na ordem das palestras, e assim o professor do campus III da UFPB, Alexandre Eduardo iniciou falando sobre as “Perspectivas da Agroecologia na Paraíba”, seguindo com Lucas Hipolito Xavier, do MDA-PB, que falou sobre “A nova politica de ATER e o perfil do profissional de Extensão Rural”.
Amanhã, teremos a 2ª noite do Ciclo de Palestras em Agroecologia, com as seguintes temas de palestras e palestrantes:
- “ Importância dos Território da Cidadania“ – Palestrante: José Washington Machado (Polo da Borborema)
- “A mulher na Agricultura Familiar” – Palestrante: Mirian Farias da Silva (Centro da Mulher 8 de Março)
Abaixo seguem as fotos tiradas na primeira noite do Ciclo por nosso amigo Adelmo de Medeiros, aluno de Agronomia.
DE PERTO NINGUÉM É NORMAL
27 mai 2010 Deixe um comentário
em Centro de Ciências Agrárias - UFPB Tags:cca-ufpb, enem, opinião

Parafraseando Caetano Veloso, desejo trazer para a reflexão uma situação vivida durante a assembléia realizada no Centro de Ciências Agrárias da UFPB, no último dia 25 de maio.
Estávamos discutindo a posição da CCA quanto à aceitação do ENEM como norma para ingresso nesta universidade quando vieram ao debate questões relativas às cotas sociais. Em meio ao debate, um dos nossos colegas, o professor Américo Perazzo, direcionando-se ao coordenador da assembléia, expressou a seguinte frase: “Qual percentual das vagas ficarão destinadas aos normais como nós, os brancos e de classe média”?
Fiquei estarrecido. Afinal, em uma sociedade multirracial como a brasileira e a paraibana, não sabia que ser normal era ser branco, e mais, ser branco de classe média. Então Caetano está enganado!…. os normais existem!!! Eu estava bem perto….
De fato, nobres colegas, é triste, porém necessário, ocupar esse espaço para expressar minha indignação e mais que isso, manifestar minha preocupação com esse tipo de atitude. Muitos falam do preconceito velado e ele se revela exatamente quando o Estado Brasileiro, reconhecendo sua dívida histórica, se propõe abrir as Universidades Públicas aos mais pobres, aos afro descendentes, aos descendentes de indígenas, aos portadores de necessidades especiais. Afinal, é função do estado democrático promover políticas de combate às desigualdades sociais. Anormal, diga-se em alto e bom tom, seria continuar favorecendo os mais favorecidos.
Estamos vivendo um momento histórico cuja bandeira é a da inclusão social, e isso não será conquistado se não pelo respeito às diferenças. Inclusão social não é dádiva é conquista, resulta de lutas dos movimentos sociais.
Que os muitos exemplos de intolerância racial, religiosas, sexual, nos sirvam de lição sem que precisemos repeti-las. Basta, escravidão, apartheid, nazismo, terrorismo… precisamos de ungüentos que ajudem a cicatrizar essas feridas profundas, marcas da imaturidade e da intolerância humanas.
Precisamos, e esse deve ser um compromisso da universidade pública, contribuir para a construção de uma sociedade menos desigual, com respeito às diferenças sociais, afetivas, de gênero, de etnia e culturais. Porque, nobres colegas, normal é o respeito, o respeito à diversidade.
Prof. Rosivaldo Gomes de Sá Sobrinho
DCFS – CCA – UFPB
(83) 33622300 R 236















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