HortaFácil: um Software para o Planejamento, Dimensionamento e Gerenciamento de Hortas comerciais, domésticas, Escolares e Comunitárias
11 jun 2010 6 Comentários
em Saberes Agroecológicos Tags:hortas, orgânico, saúde, tecnologia
Wilson Roberto Maluf (UFLA), Thiago Conrado(UEM),
Ernani Clarete da Silva(UFSJ), Luiz Antonio Augusto Gomes(UFLA)
O Horta Fácil é um programa desenvolvido para horticultores e extensionistas com a finalidade de planejar e manejar uma produção de hortaliças pré-programada e contínua ao longo do tempo. Levando em conta os ciclos fenológicos inerentes a cada espécie hortícola, o software realiza otimizadamente o dimensionamento da área a ser cultivada, bem como do número e a dimensão dos módulos de cultivo para cada hortaliça. Este dimensionamento pode ser realizado para uma quantidade variável de espécies de hortaliças em uma mesma horta, a partir da produção semanal estabelecida para cada espécie. Os cálculos são feitos pelo software com base em modelos de cultivo que contém o ciclo fenológico, o espaçamento recomendado, e a produtividade esperada para cada hortaliça, e que estão presentes em um banco de dados incluído no software.
As informações contidas no banco de dados podem ser editadas, de modo a fornecer dados realistas para condições locais específicas. Além do dimensionamento para uma produção escalonada, o programa fornece também um calendário de cultivo que indica as tarefas a serem realizadas em cada módulo ao longo do tempo, semana por semana. O software é capaz de otimizar a escala de produção garantido a quantidade correta de cada hortaliça a ser colhida semanalmente, de modo a evitar excessos ou falta de produção, e também estima as necessidades de área e de água para a horta a ser estabelecida. Permite também a impressão de relatórios para cada horta a ser planejada. É uma ferramenta de trabalho para o extensionista e demais profissionais envolvidos no estabelecimento e gerenciamento de hortas de qualquer porte, sejam elas comerciais, domésticas, escolares, ou comunitárias.
O HortaFácil foi desenvolvido com o apoio da FAPEMIG-Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, e do CNPq-Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. É um sofware de uso livre, de fácil instalação, que os autores disponibilizam aos interessados clicando no botão abaixo e fazendo o DOWNLOAD.
Espirando-se!
07 jun 2010 2 Comentários
em Atividades e ações do MAE Tags:agroecologia, permacultura, plantas medicinais, saúde
Essas são algumas fotos da espiral de ervas medicinais que o MAE construiu recentemente em frente a sede das representações estudantis.
A espirial de ervas é um elemento que está se tornando cada vez mais presente nos jardins contemporâneos. O formato espiralado é um padrão freqüente na natureza, encontrado desde os pequenos embriões de sementes de cebola até mesmo nas constelações. As espirais respeitam as curvas naturais, são muito decorativas e inserem-se harmoniosamente nos jardins, integrando as pessoas com o meio-ambiente.
As espirais propiciam a criação de diversos microclimas em um pequeno espaço, para o cultivo de plantas com necessidades diversas. No alto da espiral geralmente temos um ambiente mais seco e ensolarado, próprio para alecrim, lavanda, babosa, entre outras plantas adaptadas a essas condições. No percurso curvo até a base, podemos ter cantinhos sombreados e mais úmidos, para plantas mais exigentes como tomate, moranguinho, malva, cebolinha, salsa, etc. Na base, que pode terminar ao nível do solo, podemos plantar espécies apreciadoras de umidade, como manjericão, tomilho.
O mais importante numa espiral é que todas as ervas, desde o topo até a base, estejam ao alcance das mãos. O material indispensável à contrução das espirais é barato e fácil de encontrar. Sua estrutura pode ser feita com pedras, tijolos, bambú, pequenas toras de madeira, ou o que sua criatividade sugerir. Como vocês podem ver, a nossa foi feita com paralelepípedos.
Uma boa cobertura morta foi colocada para manter a umidade e proteger da erosão no início. Colocamos grama seca e folhagem seca com material em decomposição de um pinheiro que está na Praça dos Ex-Alunos. Colocamos também algumas pinhas do deste pinheiro; elas quando estão em uma boa umidade fecham-se, indicando quando o solo ou a palhada já estão molhados.
Quem passar agora pela sede das representações estudantis do CCA pode ver o crescimento de nossas plantinhas. À noite algumas também exalam um aroma muito agradável. Nós já temos boldo, erva cidreira, capim-santo, babosa, alfavaca, alecrim, bom-dia, hortelã e algumas que não identificamos ainda… O boldo, por exemplo, já está bem vigoroso. E logo teremos muitas ervas a disposiçãos dos estudantes do CCA.
Plantas MAEdicinais
26 mai 2010 1 Comentário
em Atividades e ações do MAE Tags:agricultura familiar, gênero, plantas medicinais, saúde
Além dos trabalhos com Permacultura, Mandala e Sistemas Agroflorestais o MAE está inserido num projeto do Pólo Agroecológico da Borborema, com foco em Plantas Medicinais e Etnobotânica.
Na quinta-feira, dia 13, os maeir@s Ewerton, Flávia, Euriko e Érica se reuniram na sede da AS-PTA/PB com Roberval e Adriana para definir as datas e como se realizará o trabalho.
Este é um projeto que vai trabalhar com os quintais agroecológicos de mulheres agricultoras que estão dentro da região do pólo. Esses quintais também são popularmente conhecidos como o arredor de casa e o projeto objetiva fazer um mapeamento das plantas medicinais usadas como fitoterápicos na região do pólo para estimular a reogarnização dos quintais através de um material gráfico e de um evento regional que acontecerá em Agosto.
Dos 15 municípios que fazem parte do Pólo da Borborema apenas 8 estão articulados, então somente estes farão parte desse projeto. A Articulação é dividida em várias comissões, e uma delas é a de Saúde e Alimentação, que propôs esse projeto. Esta comissão ainda trabalha com a produção da multimistura, produção de frutas e artesanato; e o mais interessante é que é articulada por mulheres.
Agricultores rejeitam uso de agrotóxicos contra mosca negra
08 abr 2010 Deixe um comentário
em Estado da Paraíba Tags:agricultura familiar, agrotóxico, saúde
Conter a disseminação da mosca negra dos citros continua sendo prioridade, mas famílias agricultoras do Brejo Paraibano rejeitam o uso de agrotóxicos como solução. Apesar disso, o Governo do Estado da Paraíba e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) têm insistido na aplicação em larga escala do Provado SC200 (produto comercial da Bayer com principio ativo Imidacloprid, da família dos neonicotinoides).
Cientes dos riscos que o veneno pode acarretar, representantes da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba) e do Polo das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema têm se mobilizado, buscando diversos canais de interlocução para tentar fazer o governo optar por alternativas menos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde das famílias produtoras e consumidoras. Além disso, o emprego de agrotóxicos contraria as práticas tradicionais de grande parte dos agricultores da região, que vêm seguindo os princípios da Agroecologia, entre eles, a ausência de venenos nos cultivos.
Entre as ações de mobilização, foi convocada uma audiência no Ministério Público, junto à Promotoria Especializada de Defesa do Meio Ambiente da Comarca de Campina Grande, da qual participaram o promotor de defesa do meio ambiente, José Eulâmpio Duarte, representações do Polo da Borborema, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Lagoa Seca, da Associação dos Amigos da Natureza (Apan), da UEPB, da AS-PTA e da Defesa Agropecuária do Governo da Paraíba.
A reunião aconteceu no dia 2 de março, quando os presentes discutiram diferentes pontos de vista sobre como combater a mosca negra. Embora admitam que a contaminação exija ações emergenciais, os movimentos da agricultura familiar e ambientalistas apontaram os riscos da aplicação de produtos químicos nas lavouras, comprovados em outros locais em que se optou por essa via para erradicar a praga. Além disso, relataram experiências em que agricultores do Brejo Paraibano têm utilizado com sucesso extratos vegetais, como de castanha-de-caju, manipueira, maniçoba, angico e nim.
Durante entrevista para a equipe Studio Rural, Nelson Anacleto, representante do Polo da Borborema, declarou que reconhece o esforço do governo, mas reforça que o acúmulo de experiências dos agricultores no controle de pragas sem uso de veneno não tem sido levado em conta. Segundo ele, há outras formas de se restaurar o equilíbrio do sistema e alerta para o fato de que há grande ocorrência de casos de câncer e de outras doenças justamente ligados aos agrotóxicos.
O grande prejuízo vai além do econômico, pois afeta o meio ambiente e a natureza, e nós já temos toda essa experiência vivenciada com o que vem acontecendo em nossa região com os efeitos danosos dos químicos, desabafa Anacleto.
O agrônomo da AS-PTA, Luciano Silveira , reforça o argumento de que o melhor e mais eficaz método para combater a mosca negra é o controle biológico, uma vez que já há pesquisas que elencam vários inimigos naturais do inseto.
Embora o uso do veneno promova uma queda da população da mosca negra no curto prazo, ele agrava o desequilíbrio do sistema no médio prazo, já que mata não só todos os inimigos naturais da praga, como também outros organismos responsáveis pela restauração do sistema. Ou seja, o uso do agrotóxico só intensificará o problema nos próximos anos. Além disso, esse produto químico é reconhecidamente muito nocivo, tendo sido proibido na Inglaterra, na Itália, na França e na Alemanha por ser associado à mortalidade de abelhas, insetos polinizadores que garantem a reprodução das lavouras, explica Luciano.
Ao final da audiência na Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, os presentes chegaram a um acordo em que o governo do estado se comprometeu a formar uma comissão mista, composta por biólogos, agrônomos, agroecologistas e representantes de órgãos públicos que ficaram encarregados de avaliar a situação da flora e da fauna, especialmente os insetos, da área de cerca de dez hectares em que o produto químico já foi aplicado. Essa avaliação embasaria as medidas mais apropriadas para o combate à mosca.
Quinze dias depois da audiência pública (17/3), como forma de continuar a mobilização das famílias agricultoras, entidades assessoras e ambientalistas, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB) convocou uma reunião com o objetivo de discutir uma ação conjunta, entre sociedade civil e governo, para o combate da mosca negra. Estiveram presentes o Secretário da Agricultura e Pesca do Estado (Sedap), Ruy Bezerra, o promotor de Defesa do Meio Ambiente da Comarca de Campina Grande, José Eulâmpio Duarte, além de representantes da UFPB, da Embrapa, da Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário (DFDA), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB) e da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa).
Entre as entidades da sociedade civil participantes, estão a Fetag-PB, Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs) de Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Alagoa Nova, Esperança, Remígio, Areia, Matinhas, Campina Grande e Massaranduba, representantes do Polo da Borborema, da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba), do Conselho das Associações Rurais e Desenvolvimento Agrário do Município de Esperança (Cardame), da AS-PTA, do Território da Cidadania da Borborema e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PB).
Na reunião, o presidente da Fetag, Liberalino Ferreira de Lucena, cobrou do Governo do Estado o respeito à opção dos agricultores de não aplicar venenos em suas lavouras e, assim, manter cultivos de base agroecológica. Segundo ele, em vez de agrotóxicos, estão sendo utilizados produtos orgânicos para o combate da praga.
Já temos casos exitosos da aplicação de inseticidas naturais, como o nim ou amargosa. É preciso, portanto, deixar a cargo dos agricultores a escolha pela opção que consideram mais adequada, destacou Lucena.
Um dos pontos altos da reunião foi o momento em que dois agricultores deram seus depoimentos. O primeiro, Fernando Paulino da Silva, trouxe como amostragem várias folhas de laranjeiras, algumas danificadas pela mosca negra e outras tratadas com produtos naturais fabricados a partir de conhecimentos locais. Já o segundo agricultor, conhecido como Robinho, expôs a situação dramática que viveu no passado, quando aplicou agrotóxicos indiscriminadamente, o que deixou marcas em seu corpo e arrependimento por ter agredido o meio ambiente.
Durante o encontro também foi apresentado um relatório expondo as boas práticas agrícolas que vêm sendo monitoradas, testadas e aprovadas pela equipe técnica da AS-PTA junto ao Prof. Jacinto Luna, da UFPB – Campus Areia. As práticas consistem em aplicar nas plantas afetadas óleo de castanha-de-caju, detergentes neutros e óleo de nim, que, por ser um produto de origem vegetal, biodegradável, não contamina o meio ambiente, sendo inclusive indicado amplamente na agricultura orgânica.
Entretanto, quanto à aplicação do Provado SC200, o relatório das pesquisas recomenda que não seja feita em plantas que estejam muito próximas de residências, fontes de água e passagem de pessoas e animais (o que é muito comum na região da Borborema, em que a maioria de propriedades tem tamanho reduzido). Também não é indicado pulverizar o veneno perto de cultivos de outras espécies, como pitanga, acerola, goiaba, jabuticaba e ervas medicinais, que poderão ser atingidas por gotas de dispersão. Além disso, nas duas propriedades estudadas que receberam o veneno, os resultados foram considerados inconclusivos, subjetivos e de caráter não científico, uma vez que não foi feito de forma rígida o controle da contagem da população do inseto antes e depois da aplicação do veneno. Numa das propriedades, aliás, nem todas as moscas foram mortas, o que pode ter sido causado por imperícia no processo de pulverização. O relatório sugere ainda que a sociedade exija do governo a responsabilidade por monitorar todos os eventuais efeitos ao meio ambiente e à saúde humana e animal decorrentes do uso de venenos nos cultivos.
Finalmente, foi feita a apresentação do Plano de Combate e Controle da Mosca Negra, que foi discutido e aprovado pela maioria dos presentes e entregue ao Secretário da Sedap, Ruy Bezerra. Com essas ações, as entidades agricultoras, organizações de apoio e ambientalistas esperam que se concretizem as propostas elencadas no plano de ação e que o governo se comprometa a estabelecer um processo de ampla participação da sociedade civil.
Até lá, a mobilização continua para evitar que o veneno seja empregado e prejudique toda a região da Borborema. A Fetag divulgou um documento em que os agricultores reivindicam o direito de produzir alimentos saudáveis, sem o uso de agrotóxicos. Além de propostas alternativas ao uso do veneno, o texto apresenta os principais argumentos contrários a essa iniciativa do governo que, apesar de ter amparo legal, pode trazer prejuízos ainda mais graves do que a própria praga.
Para ler o documento na íntegra, clique aqui.
Leia também: Combater mosca negra com agrotóxicos pode trazer mais prejuízos
Obs: A matéria contou com informações do Programa Domingo Rural, do Stúdio Rural, assim como da carta elaborada pelas entidades da agricultura familiar e suas assessorias.
Orgânicos: mais saudáveis e mais caros
12 fev 2010 2 Comentários
em Saberes Agroecológicos Tags:agrotóxico, meio ambiente, orgânico, saúde
Novo presidente da CTNBio se diz contra rotular transgênico
11 fev 2010 1 Comentário
em Saberes Agroecológicos Tags:natureza, saúde, transgênico
Venenos legalizados
26 jan 2010 1 Comentário
em Saberes Agroecológicos Tags:agrotóxico, meio ambiente, saúde
Cientistas organizam uma lista de alerta sobre agrotóxicos tolerados pela lei brasileira, mas que representam uma ameaça à saúde. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e enfrenta problema crônico de contaminação. Ainda em seu início, a lista já inclui 27 substâncias, cuja venda é permitida, mas sobre as quais há suspeita de causar desequilíbrios hormonais, com danos que vão de obesidade e depressão à redução da fertilidade masculina. Os estudos serão apresentados ao Ministério da Saúde, responsável por determinar restrições ao uso de agrotóxicos. As substâncias analisadas levam muito tempo para serem eliminadas do meio ambiente. Por isso, são contaminantes perigosos. O contato inicial acontece nas zonas de produção agropecuária e chegam às cidades através do consumo de produtos com traços dos compostos.
O Globo, 24/1, Ciência, p.37.



















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