Agricultura brasileira tem o maior financiamento da história

A produção agrícola brasileira terá o maior volume de financiamento de sua história, com um montante de R$ 116 bilhões para o setor



Mesmo com a decisão de um corte de R$ 10 bilhões no Orçamento, o governo separou R$ 116 bilhões de seus cofres para agricultura e pecuária – R$ 100 bilhões para a empresarial e R$ 16 bilhões para a familiar, que é muito pouco, mas infelizmente essa é nossa estrutura agrária, o qual destina 86% para ao agronegócio e 14 % para a agricultura que alimenta a população.
Duas novidades vieram no Plano Safra 2010/2011, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma é a atenção dada à classe média do campo, que terá uma fatia carimbada de R$ 5,65 bilhões do total – é considerado médio produtor aquele que tenha renda bruta anual de até R$ 500 mil ou que ganhe mais do que isso, mas desenvolva atividades específicas com custos de produção mais elevados, como a avicultura e a suinocultura, por exemplo. “Estamos com o foco no produtor médio, pois ele é o esteio da agricultura”, ressaltou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.
A outra novidade é uma verba destinada à “agricultura ecológica“.Lançado recentemente, o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) terá R$ 2 bilhões para financiar práticas na lavoura que reduzam a emissão dos gases de efeito estufa, como o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta e a recomposição de áreas de preservação ambiental. Além desse valor, o agricultor que adotar sistemas de plantio direto na palha (que não revolve o solo e emite menos carbono) poderá obter 15% a mais do valor do limite dos financiamentos de custeio, o que significa até R$ 2 bilhões a mais para aplicar na lavoura.
“A agricultura sempre protegeu o meio ambiente, mas agora poderá contribuir significativamente para as metas de Copenhague”, afirmou. A meta brasileira é a de reduzir, em uma década, entre 36,1% e 38,9% as emissões de gases que causam o efeito estufa. “A agricultura tem sido demonizada por quem não entende do assunto. Agora tem programas para estimular práticas que permitam produção com manutenção do meio ambiente”, avaliou Rossi.
Um dos segmentos mais beneficiados pelo Plano Safra foi o de produtores de etanol, que viram ontem as taxas para armazenamento do combustível cederem de 11,25% para 9% ao ano. “É uma aposta que estamos fazendo.” A demanda do setor de flexibilizar as garantias não foi atendida, mas Rossi acredita que, com juros menores, o setor poderá se escaldar nos períodos de colheita, quando preço do produto desaba com o aumento da oferta. “Havia sazonalidade exacerbada, e sem a fidelização do cliente. Há momentos em que quem tem carro flex prefere ir para a gasolina. E isso é ruim para todos”, disse.
De um modo geral, os agricultores serão incentivados a construir armazéns em suas propriedades. A partir de três anos, pelos cálculos do ministro, o produtor verá o retorno desses investimentos. Em termos mundiais, o Brasil estoca muito pouco em áreas privadas, cerca de 15% da produção e, por isso, o Ministério quer dobrar esse porcentual nos próximos cinco anos. Rossi destacou que a iniciativa, além de diminuir o gargalo, possibilita ao produtor vender sua safra quando desejar e ficar menos vulnerável ao mercado.

Adaptado do texto de Célia Froufe / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

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