DCE E CENTROS ACADÊMICOS DO CCA REALIZAM II QUINTA CULTURAL

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O Diretório Central dos Estudantes – DCE UFPB Avante por todos os Cantos, juntamente com os centros acadêmicos de Agronomia, Biologia, Zootecnia, Medicina Veterinária e Química, além do Movimento Agroecológico – MAE e a Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB- Areia realizaram nessa ultima quinta (27) a 2ª edição da “QUINTA CULTURAL: Talentos do CCA”, foi um evento com intuito de realizar um momento de descontração e interação entre os estudantes do Centro de Ciências Agrárias, como também foi um momento de abrir espaço para que estudantes do centro pudessem mostrar seu talento.

A segunda edição da Quinta Cultural teve a participação de Islaumax Darllony (violão e Vocal) Lucilo (trompete) e Alex no sax, tivemos a participação do Grupo Gilmar Nunes e Rafaela Paiva (vocal) Yuri Tavares (violão e Guitarra), o rock ficou por conta de Eliécio, muita MPB pop rock ficou a cargo de Rafael Tavares, Monique Gonçalves e Erika Dayana que contaram com a participação fundamental de Joaquim Neto no Cajon.

Para incrementar a noite houve ainda uma pitadinha de samba com Rummenigge e uma participação de André Silva.

Os organizadores do evento acreditam que é uma atividade que deve sempre ser continuada junto aos estudantes do Centro.

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DCE MAE E FEAB- AREIA REALIZAM QUINTA CULTURAL NO CCA/UFPB

1606969_343125732533378_947652792987453934_nO Diretório Central dos Estudantes – DCE UFPB Avante por todos os Cantos, juntamente com o Movimento Agroecológico – MAE e a Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB- Areia realizaram nessa ultima quinta (02) a “QUINTA CULTURAL: Talentos do CCA”, foi um evento com intuito de realizar um momento de descontração e interação entre os estudantes do Centro de Ciências Agrárias, como também foi um momento de abrir espaço para que estudantes do centro pudessem mostrar seu talento.

A primeira edição da Quinta Cultural teve a participação de Yuri Tavares – Violão Solo trazendo musicas inesquecíveis como “My Heart Will Go On” e “Hotel Califórnia”, ainda na parte musical tivemos a apresentação do grupo formado por Islaumax Darllony e Rafael Tavares estudantes de agronomia, Monique Gonçalves e Erika Dayana estudantes do curso de biologia, e ainda com a participação de Vanche, André Silva e Matheus que trouxeram vários estilos musicais para animar a galera.

Além de música tivemos o poeta do CCA Cazuza Salvador, estudante de Zootecnia, que trouxe versos de poetas da Paraíba que animou ainda mais a QUINTA CULTURAL

10358128_789386467773880_4095620776257139191_n        Para Yuri Tavares que se apresentou na quinta cultural “foi muito satisfatório o pessoal apareceu participou ativamente, todo mundo que tocou contribui com o talento para proporcionar um momento de laser para os participantes, bem como para quem se apresentou, sendo todos objetivos alcançados”.

A proposta dos organizadores é que a Quinta Cultural aconteça uma vez por mês, na sede das representações estudantis do CCA/UFPB no município de Areia.

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POR:

Felipe Sales

Estudantes de agroecologia de campus da Universidade Federal de Campina Grande, MAE e FEAB realizam Pré – Encontro Regional de Agroecologia

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Nesta quarta (02) ocorreu no Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, campus Sumé da Universidade Federal de Campina Grande, o Pré – ERA momento de preparação para o XIV Encontro Regional de Agroecologia, com a participação de cerca de 20 pessoas de diversos períodos do curso de agroecologia do centro.

Partindo da proposta de lembrar de grande lutadores brasileiros como Carlos Marighella, Olga Benário, Dom Helder Camara e Margarida Maria Alves nos remete a lembrar da luta e da resistência desses grandes mártires, e assim convidando aos presentes no pré-ERA a lutar, e lutar junto com o Rio Grande do Norte com toda a população da chapada do Apodi contra o Projeto da Morte.

A partir da discussão da luta enfrentada pelos apodienses, e potiguares foi possível também discutir sobre a importância do Encontro Regional de Agroecologia como uma ferramenta de formação dos estudantes e uma forma de articular os estudantes do nordeste que defendem a agroecologia. O momento serviu também para falar dos diversos movimentos que constroem o Encontro Regional de agroecologia.

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Para Paulo estudante de Agroecologia o pre – ERA foi “Para Paulo estudante de Agroecologia o pre – ERA foi “muito importante porque ele veio justamente esclarecer algumas dúvidas e dá uma motivação extra para os discentes de agroecologia da UFCG, partindo do pressuposto que ninguém do tem experiências em momentos como este, apesar de sermos conscientes dos problemas que irão ser debatidos no ERA. Portanto o Pré-ERA serviu como um momento de contextualização do evento, assim como, do conhecimento de realidades diferentes da nossa encontrada aqui na região do cariri paraibano, aonde se encontra o curso de agroecologia. Além de um ato motivacional para os discentes de agroecologia da UFCG”.

“Foi muito importante conhecer como os estudantes do campus de Sumé da UFCG estão se organizando e desenvolvendo as atividades no fortalecimento da luta agroecológica, foi um espaço muito proveitoso e saio de Sumé revigorado pois aqui temos companheiros muito fortes e comprometidos com a luta” comenta Felipe Sales, militante da FEAB.

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 O XIV Encontro Regional de Agroecologia ocorrerá em Mossoró entre os dias 01 e 04 de maio de 2014, com a temática “O papel da agroecologia no fortalecimento da Agricultura Familiar”, para maiores informações visite o site http://eramossoro.wix.com/ufersa.

POR: Felipe Sales

Coordenação regional V da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil faz passada em grupo da FEAB Paraíba.

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Nos últimos dias 25 e 26 de fevereiro a coordenação Regional V da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) juntamente com o Movimento Agroecológico (MAE), realizaram uma oficina sobre formação profissional na área das agrárias, com estudantes do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba – no campus II em Areia – PB.

Com a participação total de cerca de 20 pessoas, a atividade possibilitou promover um momento de estudo e reflexão acerca da formação profissional de estudantes da área das agrárias, sendo um espaço onde os participantes puderam diferenciar a educação bancária, atualmente empregada, da educação libertadora a qual a FEAB busca construir junto ao povo, para isso foi necessário elencar algumas concepções de educação como a tecnicista, liberalista, libertadora, tradicionalista. Além das concepções de educação a oficina possibilitou conhecer a história de formação do curso de agronomia e sua principal função, potencializar o “desenvolvimento”, ou seja, industrializar e colonizar de forma predatória o campo.

Com esses dias foi possível que os estudantes participantes da atividade pudessem conhecer a proposta da FEAB, tanto para os estudantes de agronomia como sua articulação com estudantes dos demais cursos das ciências agrárias, além de ser um espaço dos estudantes conhecerem as lutas da federação e seus espaços de debates.

A atividade foi uma forma de a Coordenação Regional conhecer mais de perto as articulações e as atividades desenvolvidas do grupo do Movimento Agroecológico que constrói a FEAB no campus II da UFPB.  

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Para Gláuber Pontes da coordenação Regional V da FEAB “A visita ao Campus II da UFPB foi muito rica, nós vimos que, apesar de possuir algumas deficiências com relação ao alojamento masculino e a água que o abastece, tem uma estrutura muito boa para as atividades práticas, o que quase não temos na UFC Fortaleza. Os dois dias de formação foram muito proveitosos, com participação de estudantes de diversos cursos e semestres, desde o primeiro até mais avançados; e onde cada pessoa que participou, compreendeu muito bem a formação e contribuiu bastante na discussão. Além disso, a boa articulação do grupo com a instituição, com organizações e movimentos sociais me chamou atenção”.

Para Helen Caroline estudante de agronomia do 4º período e membro do Movimento agroecológico “a vinda da coordenação regional V foi muito proveitosa, pois esclareceu duvidas que eu tinha sobre a FEAB, as nossas bandeiras de lutas, como também foi um momento que deixou bem claro o que é a FEAB, foi possível entender a estrutura educacional em que vivemos, e do verdadeiro porque do surgimento do curso de agronomia. Foi um espaço de troca de conhecimentos, de quebra de preconceitos, além de ter sido um momento de se fortalecer na luta, dando continuidade a caminhada, onde acredito e firmo a ideia de que espaços como esse deveriam haver ocorrer mais vezes”.

 

Por: Felipe Sales

Fotos: Helen Caroline

Movimento Agroecológico e parceiros realizam atividade prática para estudantes ingressantes do curso de agronomia na Paraíba.

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No ultimo dia 26 de fevereiro o Movimento Agroecológico (MAE) em parceria com o professor Leossávio César da disciplina de Introdução a Agronomia do curso de agronomia do Centro de Ciências Agrárias campus II da Universidade Federal da Paraíba, e a empresa de assistência técnica a Assessoria de Grupo Especializada Multidisciplinar em Tecnologia e Extensão (ATES/AGEMTE), realizou uma visita prática ao assentamento penha II no município de Alagoa Grande – PB.

Como proposta de atividade prática do MAE aos estudantes ingressos no curso de agronomia no semestre 2013.2, foi realizada uma visita técnica ao assentamento penha II na casa do agricultor conhecido por seu Dedé, onde foi possível conhecer a experiência da unidade demonstrativa em sua propriedade, que possui diversas experiências como a geodesia o cultivo de frutas e hortaliças, a utilização de caldas naturais para controle de pragas e doenças, o trabalho com a suinocultura entre outras.

O agricultor relatou a grande vitória e alegria poder está trabalhando em sua terra e de poder fazer isso juntamente com seus filhos e sua esposa, além de confirmar que apesar de alguns não acreditarem na reforma agrária, a mesma é possível e valida.

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O momento foi uma forma de aproximar os estudantes de agronomia aos agricultores, bem como aos técnicos que trabalham dia-a-dia com os agricultores. A atividade foi um espaço de reforçar as práticas e as tecnologias de trabalho da agroecologia como forma de combate ao latifúndio e a exploração do agricultor, além da importância dos atuais e futuros agrônomos no processo de transição agroecológica.

Para Eliete Nahana estudante caloura do curso de agronomia “a visita foi muito importante para que nós alunos ingressantes na universidade possamos conhecer e entender o que realmente é agroecologia, além de ter sido um espaço de interação com agricultor familiar, onde nos incentiva a sermos agrônomos de campo. Pude perceber como é importante para os agrônomos conhecer a realidade do agricultor para que assim possam montar projetos a partir da realidade dos mesmos. Achei importante a fala do agricultor sobre a história do assentamento e a importância dos movimentos sociais, e dos técnicos contribuindo no desenvolvimento do agricultor”.

“A visita dos estudantes de Agronomia da UFPB foi de um grau de relevância muito importante a todos os atores envolvidos no processo de construção do meio agroecológico, pois nitidamente ouve varias trocas de experiências onde a Família de seu Dede com os técnicos da ATES/AGEMTE e todos estudantes visitantes, dialogaram sobre a importância das tecnologias sociais de baixo custo inclusas na vida do homem do campo, fazendo a diferença no meio produtivo e pedagógico unindo os conhecimentos empíricos com os acadêmicos. Houve uma forte percepção dos anseios do que espera estes jovens no futuro, que acompanharam cada tecnologia(hortas, geodésica, cisterna e pocilga) atentamente e em suas percepções, enxergaram que o trabalho com Agricultura Familiar vai muito além do técnico ou de um estudo universitário, sendo assim uma construção mutua, para o bem comum” comenta o técnico pedagógico da ATES/AGEMTE Edson Possidonio.

Por: Felipe Sales

4ª EDIÇÃO DA ECOGINCANA: “Construindo conhecimentos ecológicos através da interação do homem e da mulher com a natureza”

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Vem aí nos dias 12 e 13 de julho a 4 º Edição da ECOgincana com o tema “Construindo conhecimentos ecológicos através da interação do homem e da mulher com a natureza”, esse evento consiste na realização de uma trilha ecológica de 7 Km, as margens do Rio Mandaú entre as cidades de Alagoa Grande e Areia, alem de oficinas com o 31º BATALHÃO DE INFANTARIA MOTORIZADO DO EXERCITO BRASILEIRO e o 3º BATALHÃO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DA PARAÍBA, brincadeira ecológicas, camiseta, garrafa, bolsa, caneta, feijoada e a noite forró da lamparina na Bagaceira com o Trio pé- de- Serra.

As inscrições já estão sendo feitas na UFPB, na sede do Movimento Agroecológico e no Restaurante Universitário ou aqui pelo blog.

PROGRAMAÇÃO ECOGINCANA

PREÇOS:

R$ 35 reais (1 pesooa) FICHA DE INSCRIÇÃO 1 PESSOA

R$ 50,00 (2 pessoas) FICHA DE INSCRIÇÃO 2 PESSOAS

Garanta já a sua vaga!!! Vagas Limitadas!!!!

OBSERVAÇÃO: Quem vier de fora da cidade de Areia, no valor da inscrição já está incluso o alojamento, para pernoite da sexta para o sábado, sendo necessário trazer colchão ou barraca, além da alimentação (JANTAR SEXTA FEIRA 12/07- CAFÉ DA MANHA E ALMOÇO SÁBADO 13/07).

Para Inscrições online:

1-      Baixe e Preencha a ficha de Inscrição;

2-      Faça o deposito em:

Conta: 13281-0 / Agência:  3066-xVariação: 96 (Poupança poupex)   BANCO DO BRASIL

Nome: Priscila Maria Silva Francisco

3-      Envie a Ficha de Inscrição e o Comprovante de Deposito para o email: mae@cca.ufpb.br, até o dia 11/07/2013.

Para maiores informações: (83) 99084072/ (83) 96537770/ (83) 87549555

Apoio:
CACHAÇA SERRA DE AREIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE AREIA – SECRETÁRIA DE AÇÃO SOCIAL

ASPTA – AGRICULTURA FAMILIAR E AGROECOLOGIA

VILAS LANCHES

CHOKOBALAS
RESTAURANTE E POUSADA BAGACEIRA

MOVIMENTOS DOS PEQUENOS AGRICULTORES (MPA)

VITAMASSA
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS – UFPB

LEITE CARIRI

MBA ARTESANATOS EM BAMBU

31º BATALHÃO DE INFANTARIA MOTORIZADO DO EXERCITO BRASILEIRO

3º BATALHÃO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DA PARAÍBA

1º GRUPAMENTO DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS PEDRO AMÉRICO

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A ECOgincana 2004 sob os olhos do Professor Iêde de Brito Chaves

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Um evento que foi um sucesso!
Com certeza uma das iniciativas das mais felizes em todo o Brasil, visando a integração dos noviços das ciências agrárias a realidade do mundo rural. Atitude de quem tem coragem, determinação, força, organização e acima de tudo, espírito humano, fraterno e solidário. Ação política e cidadã despertando nas pessoas a responsabilidade social, o reconhecimento e a valorização dos atributos da terra, seu ambiente físico e humano. Assim, foi a ECOGincana-2004, organizada pelos estudantes do Centro de Ciências Agrárias ligados ao Diretório Acadêmico e ao Movimento Agro-Ecológico. Parabéns Camaradas!
O cenário era os contra fortes orientais do Planalto da Borborema, o ambiente colonial da atividade canavieira, sábado, 05 de junho de 2004. Começamos em Areia com a Alvorada protagonizada pelos soldados do Exército Brasileiro aos estudantes do Centro de Ciências Agrárias (5:00 horas da manhã). Em seguida, de passagem pela cidade, o comboio se avoluma com outros estudantes e membros da Comunidade e desce para Alagoa Grande. No Largo do Teatro, em meio aos casarios centenários, é servido o café da manhã. Leve como tem que ser, com muitas frutas tropicais e outros petiscos e bolos. Gente da Terra ajudando. Curiosos e crianças ao redor. Dia de feira, agitado, 6:30 da manhã. Últimas instruções, agora em grupo separados por cores (verde, amarelo e azul) são formadas as equipes (40 pessoas), que além de cinco a seis membros do grupo organizador, passa a contar com a companhia de dois militares do Corpo de Bombeiro. Gritos de guerra na praça, provocações entre as equipes, e em meio a chuva fina persistente, 7:15 da manhã, parte a Equipe Verde.
Em fila indiana, fita verde no braço direito, camisetas com figura alusiva a Trilha Ecológica, é dada a partida. Improvisa-se hino de marcha, saudações aos citadinos e por entre a Feira, o olhar espantado dos vendedores e transeuntes. Em marcha batida ganha-se a estrada de volta para Areia. Cruza-se a velha ponte por sobre o rio Mamanguape, logo em seguida, dobra-se a direita em estrada de chão. Agora é barro e lama, canavial. Bom dia aqui, bom dia acolá, são os rurícolas que vêm pra feira. Chinela na mão, criança no braço protegendo-se da chuva e do escorregão. Três quilômetros adiante uma equipe do Exército organiza o nosso primeiro desafio. Para os convidados tudo era surpresa, não sabíamos o que tinha por vir. Até então nas várzeas planas cobertas de cana-de-açucar a marcha era tranquila. A nossa equipe foi dividida em três grupos, a missão de cada grupo era com o uso de uma bússola e medindo passadas, encontrar mensagens em cinco pontos consecutivos distribuidos no entorno. A média do tempo gasto pelos três grupos daria a pontuação da equipe. Pé na lama, corre-corre, travessia de rio. Agora além de molhados, enlameados.
Marcha pra oeste em busca do engenho Serra Grande no sopé da Borborema, terreno suave ondulado, algumas ladeiras escorregadias, canavial, travessias de riachos. O moral da tropa é elevado. O Sargento Duarte do Corpo de Bombeiro, um dos mais entusiasmados, pergunta. O verde o que é?  A tropa responde: O verde é infantaria todo o dia ….. só a vitória nos interessa! Verde! Verde! Verde! E a marcha prossegue firme. Chegada ao engenho, parada pra descanço. Uma pequena falha, esqueceram da rapadura. Só água para beber, puríssima! Necessidades fisiológicas, primeiro as mulheres, depois os homens, na casa grande abandonada do engenho. É hora de conferir as mochilas, uma fruta filada do café da manhã, uma bolachinha das meninas e comentários sobre a gincana.
Toca debandar. A equipe organizadora toma a frente e se distribui no meio e no final da fila para dá assistência ao grupo e não deixar atrasar. O rumo continua para oeste, agora subindo o Planalto pela margem esquerda do riacho. O terreno é acidentado e logo os fortes declives laterais do vale em forma de V, nos deixa como opção, caminhar no leito pedregoso e por dentro dágua. No meio do caminho, um sinal da presença do homem, a barragem de captação de água e a tubulação que a leva à Alagoa Grande. O primeiro grande obstáculo, escalar um grande lajedo, blocos enormes de pedras de granito e gnaisse. Daí, até a cachoeira 1:30 horas acima,  só escalar pedras e cruzar água, por uma esplendorosa paisagem. Mata ciliar exuberante, pedras esculturas naturais talhadas pela correnteza. Flores, ciprestes, diferentes formas de vida. A fauna talvez assustada com a balbúrdia da tropa, permanecia ausente. A turma do movimento Agro-Ecológico começa a agir. A ordem é recolher qualquer objeto estranho ao ambiente natural, latas, garrafas plástica, vidros, etc. Chegamos na famosa cachoeira, estamos adiantados no horário e podemos curtir por mais tempo a delícia do lugar. Por sobre um grande bloco de pedra a água divide-se por dois caminhos. Um salto lateral a esquerda , de 10 m de altura, e a direita, espalhando-se sobre o lajedo, saltos menores terminando com uma rampa até dentro de uma grande piscina no sopé da pedra. A junventude e até os menos jovens aproveitam pra tomar banho. Os militares bombeiro para não perderem a farda e a compostura, permaneceram vestidos. Aproveitei para explorar os melhores ângulos e fazer algumas fotos.
Vem chegando a Equipe Amarela. É hora de recolher. Mudar de roupa, digo, sobrepor as roupas, e enfrentar a vertente mais íngreme, rumando para norte. O caminho é por dentro de plantações de banana e depois mandioca. Área escarpada, imprópria para agricultura,  terreno argiloso, escorregadio. A chuva dá uma pequena trégua o que facilita a subida e possibilita vislumbrar a paisagem. Rapidamente nos elevamos e em volta se descortina os paredões das encostas recobertos por uma densa floresta. Passo a passo vamos conquistando o topo, pouca conversa, respiração profunda. Chegamos ao primeiro grande patamar do planalto, contudo ainda temos que andar ainda muito para chegar ao Engenho Carro, nosso ponto de apoio para o almoço. Contornando a linha de cumeeira tomamos a direção sudoeste. Em estrada carroçavel recem contruida a lama era total, chuva fina. A estrada melhora, entramos na área de cana dos engenhos, vales estreitos, fundos côncavos alguns riachos a cruzar. Continuamos a ganhar altura, rampa longa, adentramos em área de mata, chuva, cansaço, fome. Só se fala no almoço e no tempo que falta para chegar no Engenho Carro. Mais uma rampa e chegamos a uma reserva florestal onde o Grupamento do Exército iria nos fazer demonstração de sobrevivência na selva. A chuva aperta, a fome também. O tenente ainda não tinha voltado do almoço para começar as demonstrações. Afinal, em três estações, aprendemos a construir abrigo, fazer fogo e matar animais. Reta final para o engenho Carro, mais algumas rampas. Depois, após uma curva e uma ladeira suave, o Engenho. Gritos de louvor, assobios, a saudação da Equipe: O verde o que é? Infantaria todo o dia … etc. Na recepção, numa grande palhoça lateral a casa grande, mesas e cadeiras. A equipe de apoio e os comandantes da tropa do exército  já fartos, cediam lugar para os famintos. Cardápio: vaca atolada. Silêncio total. Passa das 14:00 horas, a chuva bate forte e começamos a comentar do sofrimento das duas outras equipes que ainda vinham caminhando. Sobremesa, bate papo e gritos, lá vem chegando a equipe amarela. Temos que nos transferir para o terraço da casa grande.
É hora de ganhar a lama. Felizmente a chuva abrandou. Entramos na reta final. Por um caminho estreito, em ligeiro declive, pegamos um canavial, lama, água, depois terra firme. Cortando morros por atalho ganhamos altura, depois voltamos a descer. Mantivemos a marcha na direção sul, rumo ao engenho churrascaria a Bagaceira, nosso ponto de chegada. Corta-se engenhos, sítios, paisagem brejeira. Mais uma forte e longa rampa em aclive, Os menos jovens, tomam a posição posterior da fila, a equipe organizadora segura a turma da cabeceira, para não haver dispersão. O moral ainda é elevado, puxa o Sargento Duarte: O Verde o que é ? ….  Em seguida outro coro começa, agora puxado pelos estudantes: 1, 2, 3, 4 – o Fulano é um barato. Resposta: 4, 3, 2, 1 – Êle dá pra qualquer um. Estamos descendo para o riacho da Areia, origem do nome da cidade, segundo o nosso guia Saulo, também o nosso reporter fotográfico. Ladeira íngrime e escorregadia lá vem o nosso fotógrafo em disparada para pegar a cabeceira da fila, não consegue parar e desliza numa grama lisa por uns dez metros. Em seguida mais outro vai ao barro. De mãos dadas, o casal Val e Betinha, eu e o sargento Duarte ganhamos equilíbrio e conseguimos descer. Pegamos a estrada margeando o riacho, mais na frente uma pequena ponte e em seguida o asfalto, estrada Areia-Alagoa Grande.  Cuidado redobrado, travessia rápida e em seguida, 15:45 horas, o pátio da Bagaceira, o nosso ponto de chegada, a nossa conquista.
Graças a Deus, nenhum acidente. É hora de começar a folia, toca safoneiro toca, até clarear o dia!
Assim foi a nossa fantástica epopéia, dia inesquecível para todos nós!
Campina Grande, 13 de junho de 2004
Iêde de Brito Chaves

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Olha nós no…

e no…

Paraibanês

Paraibano não fica solteiro... ele fica solto na bagaceira!
Paraibano não vai com sede ao pote... ele vai com a bixiga taboca!
Paraibano não vai embora... ele vai pegá o beco!
Paraibano não diz 'concordo com vc' ... ele diz 'Né isso, homi!!!!'
Paraibano não conserta... ele Imenda!
Paraibano não bate... ele 'senta-le'a mãozada!
Paraibano não sai pra confusão... ele sai pro 'muído'!
Paraibano não bebe um drink... ele toma uma!
Paraibano não é sortudo... ele é cagado!
Paraibano não corre... ele dá uma carrera!
Paraibano não brinca... ele manga!
não toma água com açúcar... ele toma garapa!
não engana... ele dá um migué!
não percebe... ele dá fé
não vigia as coisas... ele pastora!
não sai apressado... ele sai desembestado!
não aperta... ele arroxa!
não usa zíper... usa 'riri'!
não dá volta... ele arrudêia!
não espera um minuto... ele espera um pedaço!
não é distraído... ele é avoado!
não fica encabulado... ele fica todo errado!
não passa a roupa... ele engoma a roupa!
não ouve barulho... ele ouve zuada!
não rega as plantas... ele 'agoa' as plantas
não é esperto... ele é desenrolado!
não é rico... ele é estribado!
não é homem... ele é macho !
não diz tu ouviste? , ele diz vice?
não diz vamos embora ele diz bora!
não grita de espanto ele diz oxe!
não se impressiona, só diz vôte!
não diz não, diz nã!

Ô orgulho réi besta!!!

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