Pequeno vídeo de 4 minutos sobre a concentração da riqueza no mundo, entre pessoas e países.

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Caravana do Apodi: Moradores do Vale do Açu em risco por causa de barragem

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A primeira visita da Rota Padre Pedro na Caravana Agroecológica e Cultural da Chapada do Apodi ocorreu na manhã da última quarta-feira (23) no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia, do Rio Grande do Norte (IFRN), no município de Ipanguaçu. Desde março de 2012 a instituição conta com um curso superior de agroecologia, após alguns anos no ensino médio, o único nos institutos federais do estado. “Agroecologia não é utopia, é justiça!”, alertava a faixa exposta pelos alunos que receberam a caravana no local. A atividade encerrou com uma apresentação teatral de um grupo de estudantes representando o conflito da terra e a exploração do trabalho.

De acordo Evandro Firmino, diretor geral do campus, a filosofia da agroecologia é algo muito bonito e que deve vir para ficar. Mas precisamos avançar muito mais não só nos movimentos e ampliar as vozes da agroecologia, complementou. “Avançar também nas pesquisas, pois temos que produzir muito e com qualidade para termos condições de reduzir a fome do mundo. A agroecologia aparece tardiamente mas veio para ficar, sentimos a necessidade da movimentação para dar sustentabilidade a isso. Por outro lado, não vemos recursos para pesquisas para a redução dos agrotóxicos e pesticidas”, observou.

Engenheiro agrônomo que serviu ao agronegócio durante 21 dos seus 28 anos de trabalho, o professor Júlio Justino conta que teve de se converter ao passar no edital para o curso de agroecologia no IFRN. Segundo ele, esse processo não é fácil até porque a universidade forma engenheiros agrônomos no modelo convencional.

“Temos várias turmas de agroecologia que terminaram aqui e mostrando resultados na região. É muito importante esse momento com uma caravana desse nível, multidisciplinar, delegações de todo o país. Tudo isso justifica o nosso curso de agroecologia na região para se integrar ao movimento. É uma região rica com povo pobre, com recursos naturais, solo fértil, clima favorável, mais vários fatores, com mão de obra barata atraindo as empresas do agronegócio. A terra está concentrada nas mãos de poucos, e pequenos proprietários se tornam assalariados para as empresas”, afirmou.

O professor listou uma série de empresas que se instalaram na região e faliram, de modo a demonstrar a insustentabilidade dos empreendimentos no longo prazo. Ele falou ainda sobre o Distrito de Irrigação do Baixo Açu (Diba), que foi projetado com uma capacidade instalada de 6 mil hectares e começou a funcionar em 1992 com um projeto piloto de 600 hectares chegando a funcionar 3 mil hectares quando a partir daí a terra começou a salinizar e diminuir. Problemas de assessoria técnica, de gestão, dívidas em bancos, baixa capacidade de aporte de recursos, foram alguns dos fatores apontados pelo estudioso.

Monocultura da banana e as expropriações

Poucos agricultores da comunidade que foi cercada pelos bananais da empresa Del Monte resistiram à desapropriação, também no município, após a instalação da barragem. Na visita a Francisco Milton Soares, agricultor aposentado, ele contou que depois que a empresa chegou na região tudo mudou na vida dos moradores. Se antes tinham terra arrendada e compradores fixos para seus produtos em toda sexta-feira, hoje quase não têm terra para plantar e criar seus bichos, além das enchentes provocadas pelas mudanças nos rios.

“Antes da barragem plantávamos na beira do rio, tiveram que desmatar as carnaúbas. O dono pediu para todos saírem para pulverizar,  deram uma casinha lá perto das cerâmicas, e quem quis ficar que nem eu eles passavam em cima. Hoje eles mudaram o sistema. Antes tinha água doce, hoje salgou e só serve pros bichos. Cheguei a ter 190 hectares e hoje só tenho minha casa”, afirmou.

Os agricultores trabalhavam muito no carnaúbal até comprarem suas terras, lembrou Dona Preta, vizinha na mesma comunidade. Ela acredita que daqui a alguns anos sua família precisará comprar água, porque as cisternas estão secando.

“Quando começou essa firma que envenenava a gente não podia comer peixe porque ele não assava nem cozinhava, ficava com o couro duro. Hoje o peixe é bom, ele ou nós nos acostumamos, talvez porque tenha menos veneno. Teve gente que trabalhava lá e ficou doente. Os caras que compraram chegavam e falavam: eu paguei vou soltar cem bois, se vocês quiserem vocês morem com eles. Nós perdemos porque não tinha quem falasse pela a gente. Os donos moravam no Rio de Janeiro”, destacou.

São muitos os relatos de pessoas intoxicadas e doentes por conta dos agrotóxicos na região, reforçou Julio Justino, professor de agroeocologia da IFRN. Os políticos, complementou, dizem que essas empresas geram empregos e impostos.

“O corretor comprava a terra de um pequeno, e quando um resistia pulava deixando ele isolado. O preço máximo dos resistentes era 8 mil por hectare, mas teve gente  que vendeu por até 3 mil. Em 2008 houve uma enchente e parou as compras, algumas dessas terras hoje são arrendadas para o pasto”, disse.
De acordo com Gerusa Soares Costa, pedagoga e irmã de seu Francisco, além do rio Pataxó não ter leito mais os drenos da Del Monte mandam a sujeira para a comunidade.  Por conta dessas modificações com qualquer chuva alaga sua casa, sendo que antes era só no inverno.

“Não temos mais como se preparar para as enchentes. Recomendo a todos que estão em lutas parecidas e têm sua propriedade que não vendam para quem vem de outro estado ou país. Esse povo vem sem pena e piedade. Não temos mais nosso espaço, não temos mais acesso de ir e vir, nem podemos mais criar animais. As pessoas que cresceram com a gente foram embora e estamos limitado”, disse.

Em seguida visitamos algumas terras de agricultores e o Distrito Irrigado do Baixo Açu (Diba). O professor Justino explicou que a evaporação intensa provocada pelo calor faz com que os sais fiquem na terra, então ao mostrar os drenos do projeto disse que eles são recomendáveis mas alertou que hipótese alguma os resíduos podem ser despejados nos rios. Quando chove transborda poluindo o lençol freático e degradando o solo, sendo também um risco para os animais no entorno.

Os lotes nessa região são divididos entre os agricultores (8 hectares), técnicos (16) e empresários (50 a 100). A produtividade média de banana gira em torno de 13 toneladas em cada hectare por ano. E o manejo da banana é realizado de forma inadequada, se reaproveitas suas folhas para adubação da terra. Geralmente o empresário não mora no lote, ao contrário do agricultor familiar. Muitos terrenos já estão degradados nesses 20 anos de projeto e outras áreas em processo avançado de improdutividade do solo. Os camponeses ficam sem condições para pagar a energia e comprar os venenos, e por não terem o título do terreno não podem fazer empréstimos nos bancos. E a associação dos irrigadores tem hegemonia dos empresários e técnicos, dificultando a situação dos agricultores que ainda pagam taxas do DIBA e estradas, que são de responsabilidade do DNOCS.

 

Fonte:http://www.agroecologia.org.br/index.php/rumo-ao-iii-ena/560-caravana-do-apodi-moradores-do-vale-do-acu-em-risco-por-causa-de-barragem

Em Brasília, presidenta Dilma recebe representantes dos movimentos sociais

Carta dos movimentos do campo à presidenta Dilma Rousseff

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Vossa Excelência Presidenta Dilma Roussef,

Nós, organizações e movimentos sociais que vivemos no campo, trabalhamos e produzimos o alimento ao povo brasileiro, fomos convidados para uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Aceitamos o convite e esperamos que deste diálogo, se abra um novo momento para verdadeiras soluções dos problemas que os trabalhadores e trabalhadoras do campo vêm sofrendo há décadas e que afetam as cidades. Através desta carta, queremos contar qual será nossa posição na reunião com a Presidenta.

O povo brasileiro está nas ruas, cobrando e reivindicando solução aos verdadeiros problemas da classe trabalhadora, exigindo redução nas tarifas, melhorias no transporte, lutando por melhorias no atendimento da saúde (SUS) e educação pública, gratuita, de qualidade, e pela democratização dos meios de comunicação, contra a repressão, entre outros. As lutas exigem mudanças estruturais. As lutas sociais são legítimas e somente elas podem melhorar as condições de vida de nosso povo. Estamos e seguiremos juntos nas lutas populares que estão ocorrendo nas cidades e no campo.

Queremos manifestar nosso apoio e solidariedade às lutas e reivindicações populares da juventude, do povo dos bairros e de todos os trabalhadores e trabalhadoras que trabalham e vivem nas cidades.

No campo, há uma enorme dívida social e as desigualdades são cada vez maiores. As terras se concentrando nas mãos dos latifundiários e de empresas estrangeiras. Os bens da natureza, estratégicos, como terras, águas, florestas, sementes, minérios, estão sendo privatizados e entregues ao controle de grandes empresas.

Cerca de 8.300 grandes proprietários de terra, sozinhos, são donos de 83 milhões de hectares, enquanto que 4,3 milhões de famílias de trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar e camponesa possuem 70 milhões de hectares. No entanto, somos nós, responsáveis pela produção de 70% do alimento fornecido ao povo brasileiro.

O veneno agrícola usado pelo agronegócio chega na nossa na mesa causando muitos problemas de saúde. Os preços dos alimentos são aumentados pela especulação das empresas. A agricultura brasileira está dominada pelas grandes empresas transnacionais. Nove grupos empresariais dominam e agem como cartéis nos alimentos, controlam as sementes, a indústria de venenos, impõem os transgênicos e o uso de agrotóxicos em toda agricultura. Desmatam grandes extensões de florestas e manguezais, invadem e perseguem populações indígenas, pescadores e quilombolas e trabalhadores do campo, impõem trabalho escravo, criminalizam e perseguem as organizações e aumentam os preços dos alimentos para as populações das cidades. Este é o modelo de agricultura chamado de agronegócio, que não paga imposto para exportar, recebe grandes volumes de dinheiro público e tem sido privilegiado nas políticas de Estado e de governos.

 

QUEREMOS MUDANÇAS!

As ruas pedem mudanças para melhorar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Na agricultura esperamos que ocorram mudanças profundas. É momento dos governos superarem posturas conservadoras e avançarem no ritmo e profundidade que as lutas populares estão exigindo.

 

O que queremos do governo:

1. Recuperar a soberania nacional sobre as terras brasileiras. Propomos que o governo anule as áreas já compradas e desaproprie todas as terras controladas por empresas estrangeiras.

2. Acelerar a Reforma Agrária e que sejam assentadas imediatamente as milhares de famílias acampadas a beira das estradas.

3. Políticas públicas de apoio, incentivo e crédito para produção de alimentos baratos, saudáveis, sem venenos com o fortalecimento do campesinato. E adoção de programas estruturais para juventude e para as mulheres do campo.

4. Garantir os direitos dos povos do campo, com o reconhecimento e demarcação imediata das terras indígenas, quilombolas e dos direitos dos atingidos por barragens, territórios pesqueiros e outros.

5. O imediato banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo, a proibição das pulverizações aéreas e políticas de redução do uso de agrotóxicos no campo. E profunda revisão na política de liberação dos transgênicos e controle social.

6. Que o governo assuma uma política de controle do desmatamento das florestas em todo país e apoie a recuperação de áreas degradadas e de reflorestamento pela agricultura familiar e camponesa.

7. O cancelamento da privatização dos recursos naturais como água, energia, minérios, florestas, rios e mares. Propomos a retirar do regime de urgência no congresso nacional, do projeto de Código de Mineração, e que o governo/congresso faça um amplo debate nacional com os trabalhadores brasileiros, para produzir um novo código de acordo com os interesses do povo brasileiro.

8. Implementação imediata de programas para erradicar o analfabetismo e garantir escolas em todas as comunidades rurais.

9. Suspensão de todos os leilões de privatização de áreas de perímetros irrigados no nordeste e destinação imediata para o INCRA realizar assentamentos para agricultura familiar e camponesa e adoção de políticas estruturais para democratização da água e para ajudar as famílias a enfrentar as secas.

10. Fim da lei Kandir, que isenta de impostos as grandes empresas exportadoras de matérias primas agrícolas, energéticas e minerais.

Além disso, apoiamos todas as reivindicações populares e a necessária reforma política de nosso país, com a convocação imediata de um plebiscito popular.

Para finalizar, queremos, através desta carta, contar com o apoio de vocês, trabalhadores e trabalhadoras das cidades. Seguiremos juntos, nos mobilizando e lutando.

Contem conosco!

Brasil, julho de 2013.

 

Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG),

Via Campesina – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento das mulheres camponesas (MMC), Movimento dos Pescadores e Pescadoras (MPP), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Entidzade Nacional de Estudantes de Biologia (ENEBIO), Articulação dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais (ADERE), Movimento dos Atingidos pela Mineração (MAM), Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (SINPAF) 

Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (FETRAF),

Movimento Camponês Popular (MCP),

Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA),

Articulação Nacional de Agroecologia (ANA),

Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA)

 

 

FONTE: http://www.brasildefato.com.br/node/13471

4ª EDIÇÃO DA ECOGINCANA: “Construindo conhecimentos ecológicos através da interação do homem e da mulher com a natureza”

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Vem aí nos dias 12 e 13 de julho a 4 º Edição da ECOgincana com o tema “Construindo conhecimentos ecológicos através da interação do homem e da mulher com a natureza”, esse evento consiste na realização de uma trilha ecológica de 7 Km, as margens do Rio Mandaú entre as cidades de Alagoa Grande e Areia, alem de oficinas com o 31º BATALHÃO DE INFANTARIA MOTORIZADO DO EXERCITO BRASILEIRO e o 3º BATALHÃO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DA PARAÍBA, brincadeira ecológicas, camiseta, garrafa, bolsa, caneta, feijoada e a noite forró da lamparina na Bagaceira com o Trio pé- de- Serra.

As inscrições já estão sendo feitas na UFPB, na sede do Movimento Agroecológico e no Restaurante Universitário ou aqui pelo blog.

PROGRAMAÇÃO ECOGINCANA

PREÇOS:

R$ 35 reais (1 pesooa) FICHA DE INSCRIÇÃO 1 PESSOA

R$ 50,00 (2 pessoas) FICHA DE INSCRIÇÃO 2 PESSOAS

Garanta já a sua vaga!!! Vagas Limitadas!!!!

OBSERVAÇÃO: Quem vier de fora da cidade de Areia, no valor da inscrição já está incluso o alojamento, para pernoite da sexta para o sábado, sendo necessário trazer colchão ou barraca, além da alimentação (JANTAR SEXTA FEIRA 12/07- CAFÉ DA MANHA E ALMOÇO SÁBADO 13/07).

Para Inscrições online:

1-      Baixe e Preencha a ficha de Inscrição;

2-      Faça o deposito em:

Conta: 13281-0 / Agência:  3066-xVariação: 96 (Poupança poupex)   BANCO DO BRASIL

Nome: Priscila Maria Silva Francisco

3-      Envie a Ficha de Inscrição e o Comprovante de Deposito para o email: mae@cca.ufpb.br, até o dia 11/07/2013.

Para maiores informações: (83) 99084072/ (83) 96537770/ (83) 87549555

Apoio:
CACHAÇA SERRA DE AREIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE AREIA – SECRETÁRIA DE AÇÃO SOCIAL

ASPTA – AGRICULTURA FAMILIAR E AGROECOLOGIA

VILAS LANCHES

CHOKOBALAS
RESTAURANTE E POUSADA BAGACEIRA

MOVIMENTOS DOS PEQUENOS AGRICULTORES (MPA)

VITAMASSA
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS – UFPB

LEITE CARIRI

MBA ARTESANATOS EM BAMBU

31º BATALHÃO DE INFANTARIA MOTORIZADO DO EXERCITO BRASILEIRO

3º BATALHÃO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DA PARAÍBA

1º GRUPAMENTO DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS PEDRO AMÉRICO

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A ECOgincana 2004 sob os olhos do Professor Iêde de Brito Chaves

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Um evento que foi um sucesso!
Com certeza uma das iniciativas das mais felizes em todo o Brasil, visando a integração dos noviços das ciências agrárias a realidade do mundo rural. Atitude de quem tem coragem, determinação, força, organização e acima de tudo, espírito humano, fraterno e solidário. Ação política e cidadã despertando nas pessoas a responsabilidade social, o reconhecimento e a valorização dos atributos da terra, seu ambiente físico e humano. Assim, foi a ECOGincana-2004, organizada pelos estudantes do Centro de Ciências Agrárias ligados ao Diretório Acadêmico e ao Movimento Agro-Ecológico. Parabéns Camaradas!
O cenário era os contra fortes orientais do Planalto da Borborema, o ambiente colonial da atividade canavieira, sábado, 05 de junho de 2004. Começamos em Areia com a Alvorada protagonizada pelos soldados do Exército Brasileiro aos estudantes do Centro de Ciências Agrárias (5:00 horas da manhã). Em seguida, de passagem pela cidade, o comboio se avoluma com outros estudantes e membros da Comunidade e desce para Alagoa Grande. No Largo do Teatro, em meio aos casarios centenários, é servido o café da manhã. Leve como tem que ser, com muitas frutas tropicais e outros petiscos e bolos. Gente da Terra ajudando. Curiosos e crianças ao redor. Dia de feira, agitado, 6:30 da manhã. Últimas instruções, agora em grupo separados por cores (verde, amarelo e azul) são formadas as equipes (40 pessoas), que além de cinco a seis membros do grupo organizador, passa a contar com a companhia de dois militares do Corpo de Bombeiro. Gritos de guerra na praça, provocações entre as equipes, e em meio a chuva fina persistente, 7:15 da manhã, parte a Equipe Verde.
Em fila indiana, fita verde no braço direito, camisetas com figura alusiva a Trilha Ecológica, é dada a partida. Improvisa-se hino de marcha, saudações aos citadinos e por entre a Feira, o olhar espantado dos vendedores e transeuntes. Em marcha batida ganha-se a estrada de volta para Areia. Cruza-se a velha ponte por sobre o rio Mamanguape, logo em seguida, dobra-se a direita em estrada de chão. Agora é barro e lama, canavial. Bom dia aqui, bom dia acolá, são os rurícolas que vêm pra feira. Chinela na mão, criança no braço protegendo-se da chuva e do escorregão. Três quilômetros adiante uma equipe do Exército organiza o nosso primeiro desafio. Para os convidados tudo era surpresa, não sabíamos o que tinha por vir. Até então nas várzeas planas cobertas de cana-de-açucar a marcha era tranquila. A nossa equipe foi dividida em três grupos, a missão de cada grupo era com o uso de uma bússola e medindo passadas, encontrar mensagens em cinco pontos consecutivos distribuidos no entorno. A média do tempo gasto pelos três grupos daria a pontuação da equipe. Pé na lama, corre-corre, travessia de rio. Agora além de molhados, enlameados.
Marcha pra oeste em busca do engenho Serra Grande no sopé da Borborema, terreno suave ondulado, algumas ladeiras escorregadias, canavial, travessias de riachos. O moral da tropa é elevado. O Sargento Duarte do Corpo de Bombeiro, um dos mais entusiasmados, pergunta. O verde o que é?  A tropa responde: O verde é infantaria todo o dia ….. só a vitória nos interessa! Verde! Verde! Verde! E a marcha prossegue firme. Chegada ao engenho, parada pra descanço. Uma pequena falha, esqueceram da rapadura. Só água para beber, puríssima! Necessidades fisiológicas, primeiro as mulheres, depois os homens, na casa grande abandonada do engenho. É hora de conferir as mochilas, uma fruta filada do café da manhã, uma bolachinha das meninas e comentários sobre a gincana.
Toca debandar. A equipe organizadora toma a frente e se distribui no meio e no final da fila para dá assistência ao grupo e não deixar atrasar. O rumo continua para oeste, agora subindo o Planalto pela margem esquerda do riacho. O terreno é acidentado e logo os fortes declives laterais do vale em forma de V, nos deixa como opção, caminhar no leito pedregoso e por dentro dágua. No meio do caminho, um sinal da presença do homem, a barragem de captação de água e a tubulação que a leva à Alagoa Grande. O primeiro grande obstáculo, escalar um grande lajedo, blocos enormes de pedras de granito e gnaisse. Daí, até a cachoeira 1:30 horas acima,  só escalar pedras e cruzar água, por uma esplendorosa paisagem. Mata ciliar exuberante, pedras esculturas naturais talhadas pela correnteza. Flores, ciprestes, diferentes formas de vida. A fauna talvez assustada com a balbúrdia da tropa, permanecia ausente. A turma do movimento Agro-Ecológico começa a agir. A ordem é recolher qualquer objeto estranho ao ambiente natural, latas, garrafas plástica, vidros, etc. Chegamos na famosa cachoeira, estamos adiantados no horário e podemos curtir por mais tempo a delícia do lugar. Por sobre um grande bloco de pedra a água divide-se por dois caminhos. Um salto lateral a esquerda , de 10 m de altura, e a direita, espalhando-se sobre o lajedo, saltos menores terminando com uma rampa até dentro de uma grande piscina no sopé da pedra. A junventude e até os menos jovens aproveitam pra tomar banho. Os militares bombeiro para não perderem a farda e a compostura, permaneceram vestidos. Aproveitei para explorar os melhores ângulos e fazer algumas fotos.
Vem chegando a Equipe Amarela. É hora de recolher. Mudar de roupa, digo, sobrepor as roupas, e enfrentar a vertente mais íngreme, rumando para norte. O caminho é por dentro de plantações de banana e depois mandioca. Área escarpada, imprópria para agricultura,  terreno argiloso, escorregadio. A chuva dá uma pequena trégua o que facilita a subida e possibilita vislumbrar a paisagem. Rapidamente nos elevamos e em volta se descortina os paredões das encostas recobertos por uma densa floresta. Passo a passo vamos conquistando o topo, pouca conversa, respiração profunda. Chegamos ao primeiro grande patamar do planalto, contudo ainda temos que andar ainda muito para chegar ao Engenho Carro, nosso ponto de apoio para o almoço. Contornando a linha de cumeeira tomamos a direção sudoeste. Em estrada carroçavel recem contruida a lama era total, chuva fina. A estrada melhora, entramos na área de cana dos engenhos, vales estreitos, fundos côncavos alguns riachos a cruzar. Continuamos a ganhar altura, rampa longa, adentramos em área de mata, chuva, cansaço, fome. Só se fala no almoço e no tempo que falta para chegar no Engenho Carro. Mais uma rampa e chegamos a uma reserva florestal onde o Grupamento do Exército iria nos fazer demonstração de sobrevivência na selva. A chuva aperta, a fome também. O tenente ainda não tinha voltado do almoço para começar as demonstrações. Afinal, em três estações, aprendemos a construir abrigo, fazer fogo e matar animais. Reta final para o engenho Carro, mais algumas rampas. Depois, após uma curva e uma ladeira suave, o Engenho. Gritos de louvor, assobios, a saudação da Equipe: O verde o que é? Infantaria todo o dia … etc. Na recepção, numa grande palhoça lateral a casa grande, mesas e cadeiras. A equipe de apoio e os comandantes da tropa do exército  já fartos, cediam lugar para os famintos. Cardápio: vaca atolada. Silêncio total. Passa das 14:00 horas, a chuva bate forte e começamos a comentar do sofrimento das duas outras equipes que ainda vinham caminhando. Sobremesa, bate papo e gritos, lá vem chegando a equipe amarela. Temos que nos transferir para o terraço da casa grande.
É hora de ganhar a lama. Felizmente a chuva abrandou. Entramos na reta final. Por um caminho estreito, em ligeiro declive, pegamos um canavial, lama, água, depois terra firme. Cortando morros por atalho ganhamos altura, depois voltamos a descer. Mantivemos a marcha na direção sul, rumo ao engenho churrascaria a Bagaceira, nosso ponto de chegada. Corta-se engenhos, sítios, paisagem brejeira. Mais uma forte e longa rampa em aclive, Os menos jovens, tomam a posição posterior da fila, a equipe organizadora segura a turma da cabeceira, para não haver dispersão. O moral ainda é elevado, puxa o Sargento Duarte: O Verde o que é ? ….  Em seguida outro coro começa, agora puxado pelos estudantes: 1, 2, 3, 4 – o Fulano é um barato. Resposta: 4, 3, 2, 1 – Êle dá pra qualquer um. Estamos descendo para o riacho da Areia, origem do nome da cidade, segundo o nosso guia Saulo, também o nosso reporter fotográfico. Ladeira íngrime e escorregadia lá vem o nosso fotógrafo em disparada para pegar a cabeceira da fila, não consegue parar e desliza numa grama lisa por uns dez metros. Em seguida mais outro vai ao barro. De mãos dadas, o casal Val e Betinha, eu e o sargento Duarte ganhamos equilíbrio e conseguimos descer. Pegamos a estrada margeando o riacho, mais na frente uma pequena ponte e em seguida o asfalto, estrada Areia-Alagoa Grande.  Cuidado redobrado, travessia rápida e em seguida, 15:45 horas, o pátio da Bagaceira, o nosso ponto de chegada, a nossa conquista.
Graças a Deus, nenhum acidente. É hora de começar a folia, toca safoneiro toca, até clarear o dia!
Assim foi a nossa fantástica epopéia, dia inesquecível para todos nós!
Campina Grande, 13 de junho de 2004
Iêde de Brito Chaves

Monsanto perde processo criminal contra movimentos sociais

transgenicosA transnacional entrou com processo criminal contra integrantes de organizações e movimentos sociais em 2005. A decisão do TJ demonstra o reconhecimento da legitimidade dos sujeitos coletivos de direitos em meio ao processo de democratização da sociedade brasileira.

A transnacional Monsanto está em mais de 80 países, com domínio de aproximadamente 80% do mercado mundial de sementes transgênicas e de agrotóxicos. Em diferentes continentes, a empresa acumula acusações por violações de direitos, por omissão de informações sobre o processo de produção de venenos, cobrança indevida de royalties, e imposição de um modelo de agricultura baseada na monocultura, na degradação ambiental e na utilização de agrotóxicos.

No Brasil, a invasão das sementes geneticamente modificadas teve início há uma década, com muita resistência de movimentos sociais, pesquisadores e organizações da sociedade civil. No Paraná, a empresa Monsanto usou a via da criminalização de militantes como forma de responder aos que se opunham aos transgênicos.

Na última quinta-feira (23), desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) absolveram por unanimidade cinco militantes acusados injustamente pela Monsanto de serem mentores e autores de supostos crimes ocorridos em 2003. A transnacional entrou como assistente de acusação na ação criminal em resposta à manifestação de 600 participantes da 2ª Jornada de Agroecologia, na estação experimental da empresa, em Ponta Grossa, para denunciar e protestar contra a entrada das sementes transgênicas no estado e as pesquisas ilegais e outros crimes ambientais praticados pela empresa.

Foram acusados Célio Leandro Rodrigues e Roberto Baggio, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, José Maria Tardim, à época integrante da AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, Darci Frigo, da Terra de Direitos, e Joaquim Eduardo Madruga (Joka), fotógrafo ligado aos movimentos sociais. Em claro sinal de criminalização, a transnacional atribuiu à manifestação, feita por mais de 600 pessoas, como responsabilidade de apenas cinco pessoas, usando como argumento a relação genérica dos acusados com os movimentos sociais.

Em sentido contrário, a decisão do TJ demonstra o reconhecimento da legitimidade dos sujeitos coletivos de direitos na sociedade brasileira. Segundo José Maria Tardim, coordenador da Escola Latina Americana de Agroecologia e da Jornada de Agroecologia do Paraná, o ato na sede da Monsanto em 2003 e posterior ocupação permanente da área chamaram a atenção em âmbito nacional e internacional para a ilegalidade das pesquisas com transgênicos.

Nos anos seguintes às denúncias, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e equipe técnica ligada ao governo do estado realizaram vistorias detalhadas nos procedimentos da transnacional. Foram confirmadas ilegalidades que violavam a legislação de biossegurança vigente.

A área ficou ocupada por trabalhadores sem terra durante aproximadamente um ano. Neste período, os camponeses organizaram o Centro Chico Mendes de Agroecologia e cultivaram sementes crioulas. Para Tardim, a agroecologia é o “caminho da reconstrução ecológica da agricultura, combatendo politicamente o modelo do agronegócio e do latifúndio”.

Monsanto_Por Latuff

Charge: Latuff

Criminalização

A denúncia da Monsanto se fundamentou apenas em matérias jornalísticas, sem qualquer outra prova. Assim com outras ações judiciais que utilizam a mesma lógica, o processo está baseado na criminalização de integrantes de movimentos sociais em situações de manifestação.

A empresa participou como assistente privada no processo, o que ocorre excepcionalmente em processos criminais, já que o Ministério Público entrou como titular. “Esse caso apresenta um sério risco com as grandes empresas começaram a tomar o papel do Estado. Elas desequilibram a situação pelo peso econômico e político que exercem sobre os agentes públicos”, avalia Darci Frigo, coordenador da Terra de Direitos, considerando também a influência da Monsanto sobre o parlamento para a aprovação de legislações no Brasil.

Os trabalhadores foram defendidos pela Terra de Direitos, com apoio do professor Juarez Cirino dos Santos. O Programa Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos se pronunciou ao longo do processo contra a criminalização dos militantes. Do outro lado, a Monsanto contratou o escritório do Professor René Dotti para fazer a acusação.

Mundo contra a Monsanto

Mais de 50 países aderiram à “Marcha contra Monsanto” no último sábado (25), em protesto contra a manipulação genética e a monopólio da multinacional na agricultura e biotecnologia. A campanha contra a empresa teve como estopim o suicídio de agricultores indianos, que se endividam após serem forçados pelo mercado a ingressar na lógica de produção do agronegócio, tornando-se, anos mais tarde, reféns das sementes geneticamente modificas, agrotóxicos e outros insumos vinculados a esta lógica produtiva.

Com sede no estado de Missouri (EUA), a Monsanto desponta como líder no mercado de sementes e é denunciada nesta marcha por não levar em consideração os custos sociais e ambientais associados a sua atuação, além de ser acusada de biopirataria e manipulação de dados científicos em favor dos transgênicos.

A empresa é líder mundial na produção de agrotóxico glifosato, vendido sob a marca Roundup. O Brasil é o segundo maior consumidor dos produtos da Companhia, ficando atrás apenas da matriz americana. O lucro da filial brasileira em 2012 foi de R$3,4 bilhões.

Syngenta

No Paraná, a  transnacional Syngenta também foi denunciada pelos movimentos sociais por realizar experiências e plantio ilegal de transgênicos no município de Santa Tereza do Oeste, na área de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. Durante a ocupação da área, seguranças contratados pela empresa assassinaram um trabalhador rural sem terra. Seis anos depois, o caso segue impune.

O IBAMA impôs multa de um milhão de reais à empresa pela realização de experimentos ilegais com transgênicos na área, porém, o valor não foi pago até hoje. A luta dos movimentos sociais resultou na desapropriação da área para a criação do Centro de Agroecologia, que leva o nome do militante assassinado, Valmir Mota de Oliveira, conhecido como Keno.

>> Clique aqui para assistir o filme “O Mundo Segundo a Monsanto”, produzido pela francesa Marie-Monique Robin. O documentário foi lançado em 2008 e denuncia a gigante dos transgênicos.

Fonte:http://terradedireitos.org.br/biblioteca/casos-emblematicos/monsanto-perde-processo-criminal-contra-movimentos-sociais/

 

MOVIMENTO AGROECOLÓGICO REALIZA II CARROSEL DE EXPERIÊNCIAS AGROECOLÓGICAS

O Movimento Agroecológico estará promovendo no próximo dia 07 de junho de 2013, o II Carrossel de Experiências Agroecológicas que será um espaço de contato direto dos estudantes da Universidade com a experiência de agricultores quem moram em torno, nesse dia visitaremos a experiência de Seu Luis Sousa e Dona Eliete, agricultores da Zona Rural do município de Solânea,  onde veremos quais suas estratégias de convivência com a seca, alem desse momento ser um espaço de potencializar o debate em torno da agroecologia.

PROGRAMAÇÃO DO II CARROSSEL DE EXPERIÊNCIAS AGROECOLÓGICAS

07h00min Saída do Centro de Ciências Agrárias/Universidade Federal da Paraíba

08h00min Contextualização da problemática da seca (AS-PTA);

08h30 Chegada à casa de Seu Luiz Souza e dona Eliete;

09h00min Visita a Propriedade;

11h30min Finalização da Visita;

11h45min Deslocamento para o Sindicato de Solânea;

12h30 Almoço;

14h00 Avaliação das percepções vistas durante a visita e reflexão sobre a agroecologia contextualizada a convivência com a seca;

16h30 Avaliação do Carrossel;

17h00 retorno

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Olha nós no…

e no…

Paraibanês

Paraibano não fica solteiro... ele fica solto na bagaceira!
Paraibano não vai com sede ao pote... ele vai com a bixiga taboca!
Paraibano não vai embora... ele vai pegá o beco!
Paraibano não diz 'concordo com vc' ... ele diz 'Né isso, homi!!!!'
Paraibano não conserta... ele Imenda!
Paraibano não bate... ele 'senta-le'a mãozada!
Paraibano não sai pra confusão... ele sai pro 'muído'!
Paraibano não bebe um drink... ele toma uma!
Paraibano não é sortudo... ele é cagado!
Paraibano não corre... ele dá uma carrera!
Paraibano não brinca... ele manga!
não toma água com açúcar... ele toma garapa!
não engana... ele dá um migué!
não percebe... ele dá fé
não vigia as coisas... ele pastora!
não sai apressado... ele sai desembestado!
não aperta... ele arroxa!
não usa zíper... usa 'riri'!
não dá volta... ele arrudêia!
não espera um minuto... ele espera um pedaço!
não é distraído... ele é avoado!
não fica encabulado... ele fica todo errado!
não passa a roupa... ele engoma a roupa!
não ouve barulho... ele ouve zuada!
não rega as plantas... ele 'agoa' as plantas
não é esperto... ele é desenrolado!
não é rico... ele é estribado!
não é homem... ele é macho !
não diz tu ouviste? , ele diz vice?
não diz vamos embora ele diz bora!
não grita de espanto ele diz oxe!
não se impressiona, só diz vôte!
não diz não, diz nã!

Ô orgulho réi besta!!!

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