CatingueiraOnline entrevista Alexandre Eduardo de Araújo (Secretário Executivo da Agricultura Familiar da Paraíba)

Alexandre Eduardo fez parte do MAE, é professor da UFPB, campus de Bananeiras e hoje Secretário Executivo da Agricultura Familiar da Paraíba.

Leia mais em: http://www.catingueiraonline.com/2011/09/secretario-alexandre-eduardo-fala-do.html

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Nesta terça, dia 17: 2ª noite do Ciclo de Palestras com discussões sobre Territorialidade e Mulheres na Agricultura

Na terça-feira, dia 10 de maio, o Movimento Agroecológico abriu o 4º Ciclo de Palestras em Agroecolgia, evento este que contemplará todas as terças do mês de maio até o dia 31.

Na ocasião estavam presentes os professores Djail Santos, Diretor do CCA/UFPB, e Manoel Bandeira, futuro coordenador do curso de Agronomia de Areia; que enriqueceram as discussões das duas palestras. Este ainda falou um pouco sobre a mulher na Agricultura Familiar, já fazendo um gancho com a palestra do 2º dia do Ciclo de Palestras, que será nesta terça, dia 17. Sem contar, com a presença da companheira Ana Cristina, que trabalha na COONAP, uma cooperativa que trabalha com Assistência Técnica, Social e Ambiental, em 30 assentamentos localizados na região do curimataú, brejo, cariri e agreste paraibanos.

De começo, houve uma inversão na ordem das palestras, e assim o professor do campus III da UFPB, Alexandre Eduardo iniciou falando sobre as “Perspectivas da Agroecologia na Paraíba”, seguindo com Lucas Hipolito Xavier, do MDA-PB, que falou sobre “A nova politica de ATER e o perfil do profissional de Extensão Rural”.

Amanhã, teremos a 2ª noite do Ciclo de Palestras em Agroecologia, com as seguintes temas de palestras e palestrantes:

  • “ Importância dos Território da Cidadania“ – Palestrante: José Washington Machado (Polo da Borborema)
  • “A mulher na Agricultura Familiar” – Palestrante: Mirian Farias da Silva (Centro da Mulher 8 de Março)

Abaixo seguem as fotos tiradas na primeira noite do Ciclo por nosso amigo Adelmo de Medeiros, aluno de Agronomia.

Emater estimula produção agroecológica na agricultura familiar

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PB) está empenhada em expandir o cultivo agroecológico na Paraíba, como forma de proporcionar uma produção de alimentos saudáveis, sem agredir o meio ambiente e elevar a renda familiar.  Para tanto, nesta quarta-feira (20), aconteceu na comunidade Pernambuquinho a quarta versão do Primeiro Circuito de Oficinas Agroecológicas, promovido pelo Escritório Regional da Emater de Itabaiana.
Essa iniciativa, que também é desenvolvida em outras regiões do Estado, segue orientação da Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca. A programação deste ano na região começou em fevereiro com o evento no município de Caldas Brandão. O segundo encontro aconteceu em Itabaiana no mês de março e o seguinte, também no mês passado, em São Miguel de Itaipu. O Circuito, que aborda a agroecologia e tem por finalidade a preservação como parceira da produção na agricultura familiar, será encerrado na Comunidade Pau d’Alho, no município de São José dos Ramos, em data a ser definida.
Segundo Paulo Emilio, coordenador regional da Emater em Itabaiana, a proposta é treinar os agricultores familiares para agir de forma segura e consistente na produção agrícola, trazendo a garantia de sustentabilidade ambiental, econômica, produtiva, social e cultural.  “Com isso, é possível se criar hábitos alimentares que não prejudiquem a saúde do consumidor. A transição agroecológica é uma das prioridades da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater)”, comentou.
Nos encontros, os produtores constroem a conceituação agroecológica sobre as técnicas e manejos alternativos no processo de transição agroecoloógicos e tomam conhecimento de outras experiências vividas pelos agricultores locais e de outras regiões. Os participantes também visitam as unidades produtivas próximas do local de cada evento.
Na região de Itabaiana, cerca de 50 famílias agricultoras trabalham com hortas agroecológicas coletivas, com a criação e manejo de pequenos animais em sistema agroecológicos, a comercialização coletiva dos produtos, além da orientação para a sistematização e interligação das várias atividades nas unidades familiares.
Depois de conscientizar as famílias agricultoras diretamente envolvidas, o passo seguinte é atrair mais adeptos ao sistema agroecológico, conforme o extensionista rural da Emater, Ricardo Farias, responsável técnico pelo programa.  A equipe técnica que trabalha com esse programa é formada por Manuela Bezerra e Eidy Simões. “Já é proposta aprovada pela diretoria da Emater elaborar um plano regional de desenvolvimento agroecológico”, disse.

Fonte: Governo da Paraíba

Um maeiro caatingueiro na Rede Globo

Neste sábado, dia 5 de junho, o ex-maeiro Giovane Xenofonte participou do programa Ação, da Rede Globo. Ele foi representando a ONG Caatinga, onde trabalha.
O Ação é um programa que mostra a iniciativa de pessoas, empresas e intituições que emprestam sua experiência profissional e doam seu tempo para ajudar na construção de um Brasil melhor.
A edição do programa abordou sobre as peculiaridades da caatinga, bioma único no mundo, que só existe no Brasil. A Caatinga corresponde a quase 10% do território nacional e é detentora de ecossistemas muito ricos e pouco conhecidos, além de ser um dos biomas menos conservados do Brasil, pois a ação do homem já transformou 80% da vegetação original.
Projetos implantados no semiárido mostram que é possível integrar o homem e a natureza. Um exemplo é a agrofloresta do seu Adão. A propriedade é uma das doze da região do Araripe que adotam as técnicas ensinadas pela ONG caatinga. E para resistir ao período seco, a lição número um é estocar.

É nessa caatinga, única e nossa, que muitos maeir@s já trabalharam e trabalham até hoje!

Assista aos vídeo (na sequência) e conheça mais da vida da Caatinga!

Visite: Programa Ação

Projeto Agroecologia na Borborema revitaliza a paisagem do Agreste paraibano

Visita à propriedade da família de Zé Pedro e Maria do Carmo

Nas últimas décadas, a preocupação com o meio ambiente se disseminou em todas as esferas da sociedade. As mudanças climáticas deixaram de ser consideradas como teorias imaginárias ou alarmistas. Hoje, os efeitos do aquecimento global podem ser sentidos na própria pele de quem quer que seja. A situação exige a participação de todos os setores, e, nesse caso, a agricultura, vista como uma das principais vilãs, não poderia se omitir. Sabe-se, no entanto, que as soluções efetivas não devem enfocar apenas aspectos ecológicos do ambiente, mas também fatores econômicos, políticos, sociais e culturais. E é nessa conjuntura que a agricultura familiar também vem buscando prestar sua contribuição em diversas partes do país.

Exemplo disso é o trabalho que vem sendo desenvolvido na região Agreste da Paraíba. Desde 1993, a AS-PTA vem atuando em estreita cooperação com organizações da agricultura familiar articuladas pelo Pólo da Borborema, tendo alcançado impactos significativos no que se refere à implementação de inovações nos campos da gestão dos recursos hídricos e da conservação da agrobiodiversidade. Embora tenham demonstrado resultados econômicos e ambientais positivos, atingindo um número considerável de famílias (cerca de 5 mil), as inovações técnicas vêm sendo adotadas em escala ainda pouco expressiva.

Buscando reverter esse quadro de pouca visibilidade e consolidar práticas adotadas isoladamente, surge o projeto Agroecologia na Borboremaconversão ecológica da agricultura no Agreste da Paraíba, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental. O objetivo é construir uma agenda socioambiental assumida por organizações da agricultura familiar de 15 municípios do Agreste da Paraíba para a implementação e divulgação de iniciativas demonstrativas de recuperação de áreas degradadas, reconversão produtiva de estabelecimentos familiares e uso ecoeficiente de lenha. O projeto também prevê ações de sensibilização ambiental junto a crianças e jovens rurais.

Para tanto, foram traçados os seguintes objetivos específicos:

  1. Implementação de sistemas agroflorestais em 150 estabelecimentos familiares;
  2. Redução da extração de lenha de remanescentes de caatinga em 50 estabelecimentos familiares;
  3. Redução da pressão de pastejo sobre os remanescentes de caatinga e aumento da disponibilidade alimentar para os rebanhos nos períodos secos do ano em 250 estabelecimentos familiares; e
  4. Desenvolvimento de um programa de educação ambiental para 1.800 crianças e jovens de 36 comunidades rurais de 13 municípios.

A ideia é propiciar maior segurança produtiva frente às instabilidades climáticas e a melhoria das rendas agrícolas, além de promover, simultaneamente, a prestação de serviços ambientais, no âmbito local e global, por meio da fixação e retenção de carbono atmosférico nos agroecossistemas em volumes bastante superiores aos atuais. As famílias agricultoras contarão com mudas e equipamentos para implementarem as inovações e participarão de oficinas, intercâmbios e seminários, seguindo a metodologia já aplicada com sucesso pela AS-PTA e parceiros envolvidos no projeto, a exemplo do Pólo da Borborema, da ONG Arribaçã, da Embrapa Algodão e da Universidade Federal da Paraíba (Campus de Bananeiras).

A primeira atividade desse plano de capacitação aconteceu nos dias 15 e 16 de Abril, no município de Solânea, com 30 participantes das comunidades de Palma, Bom Sucesso e Goiana, que estão à margem do Rio Bom Sucesso. A oficina abordou a importância da intensificação dos processos de arborização dos sistemas agrícolas para revitalizar a paisagem da região, tão degradada pelos ciclos econômicos que ali se sucederam: algodão, sisal e pecuária. Essa reconstituição histórica da ocupação da região, inclusive no que se refere à questão fundiária, é primordial para que se compreendam os mecanismos de produção e reprodução da condição de degradação atual. Como bem expressou João Macedo, da AS-PTA: Achei fundamental entender o processo de desarborização associado à concentração de terra e aos ciclos econômicos da agricultura no local.

Em seus depoimentos, os agricultores declararam ter percebido que o desmatamento causava desequilíbrios na natureza, tais como aumento de pragas e doenças, empobrecimento dos solos, inclusive com muitos sinais de erosão por toda comunidade, e alterações no clima e no regime das chuvas.

O grupo em seguida se dedicou a levantar o repertório das plantas nativas que ainda permanecem na região e suas funções: a macambira e o cumaru, muito usados como cerca-vida; a aroeira, remédio natural e melífera; o juazeiro e a baraúna, ótimos para criar sombras; o jucá e o marmeleiro, bons para lenha; o pereiro, usado como estaca; o Frei Jorge, serve como cabo de ferramenta; a imburana, o feijão brabo e o cardeiro, como forragens. Também foram ressaltadas as experiências de muitos agricultores que já cultivam diversas plantas forrageiras, como leucena, nim e gliricídia, e plantam o sabiá e até o pau d’arco.

No dia seguinte, os participantes foram convidados a visitar a propriedade da família de Zé de Pedro e Maria do Carmo. Em pequenos grupos, percorreram a área analisando como a família vem valorizando a árvore em seu sistema de produção, quais são as espécies usadas, em quais espaços foram plantadas, quais as funções que cumprem no sistema. Após a visita, os participantes trocaram suas impressões com a família, reconhecidamente a melhor forma de aprendizado.

À luz da visita e das discussões do dia anterior, cada família decidiu planejar seu processo de experimentação particular, mas também a comunidade priorizou o desenvolvimento de um projeto piloto de rearborização da mata ciliar em um trecho crítico do Rio Bom Sucesso.

Ainda para o mês de maio, estão previstas oficinas em outros municípios: Remígio (Assentamento Queimadas, Assentamento Doroth e Comunidade Caiana); Casserengue (Assentamento Santa Paula); Queimadas (Comunidades Catolé I e II) e Areial.

Com o aumento da abrangência do uso social das tecnologias inovadoras, o projeto Agroecologia na Borborema espera atingir a escala necessária para ampliar a capacidade demonstrativa das experiências para outras famílias agricultoras e para formuladores e executores de políticas públicas, mostrando como realmente o conhecimento local pode contribuir para o global.

Plantas MAEdicinais

Além dos trabalhos com Permacultura, Mandala e Sistemas Agroflorestais o MAE está inserido num projeto do Pólo Agroecológico da Borborema, com foco em Plantas Medicinais e Etnobotânica.

Na quinta-feira, dia 13, os maeir@s Ewerton, Flávia, Euriko e Érica se reuniram na sede da AS-PTA/PB com Roberval e Adriana para definir as datas e como se realizará o trabalho.

Este é um projeto que vai trabalhar com os quintais agroecológicos de mulheres agricultoras que estão dentro da região do pólo. Esses quintais também são popularmente conhecidos como o arredor de casa e o projeto objetiva fazer um mapeamento das plantas medicinais usadas como fitoterápicos na região do pólo para estimular a reogarnização dos quintais através de um material gráfico e de um evento regional que acontecerá em Agosto.

Dos 15 municípios que fazem parte do Pólo da Borborema apenas 8 estão articulados, então somente estes farão parte desse projeto. A Articulação é dividida em várias comissões, e uma delas é a de Saúde e Alimentação, que propôs esse projeto.  Esta comissão ainda trabalha com a produção da multimistura, produção de frutas e artesanato; e o mais interessante é que é articulada por mulheres.

O Pólo é separado

“Livro pra Comida, Prato para Educação”

Essa é a temática do XI ERA NE (XI Encontro Regional de Agroecologia – Nordeste) que está acontecendo em Cruz das Almas, Bahia.

O Evento é construído pela FEAB, ABEEF, ENEBio, e pelo GA Agrovida. O objetivo é simples: estudo, prática e capacitação para agroecologia; e é destinado a participação de agricultores, populações tradicionais, estudantes, profissionais de diversas áreas do conhecimento, movimentos sociais, sindicatos de trabalhadores rurais-STR´s, e Organizações Não Governamentais – ONG´s.

Mais de 300 pessoas de todo canto do Brasil, não só do Nordeste, estão vivendo esse momento único no Recôncavo Baiano. Tem gente de Curitiba, Pará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará… E o caráter de mútuo intercâmbio técnico, profissional, social, político e cultural já está acontecendo desde quarta-feira e irá até este domingo.

Depois de quase 20 horas de viagem, Areia veio com uma delegação massa! 30 pessoas representando nossa Paraíba! E @s maeir@s, lógico, no meio dessa galera, protagonizando e construindo a Ciência Agroecológica.

Logo, logo estaremos publicando aqui os melhores momentos do ERA! Fique atent@, hein!

Clique aqui e saiba mais!

Muito Axé pra você, fique em paz meu rei! ÊÊÊA!


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Olha nós no…

e no…

Paraibanês

Paraibano não fica solteiro... ele fica solto na bagaceira!
Paraibano não vai com sede ao pote... ele vai com a bixiga taboca!
Paraibano não vai embora... ele vai pegá o beco!
Paraibano não diz 'concordo com vc' ... ele diz 'Né isso, homi!!!!'
Paraibano não conserta... ele Imenda!
Paraibano não bate... ele 'senta-le'a mãozada!
Paraibano não sai pra confusão... ele sai pro 'muído'!
Paraibano não bebe um drink... ele toma uma!
Paraibano não é sortudo... ele é cagado!
Paraibano não corre... ele dá uma carrera!
Paraibano não brinca... ele manga!
não toma água com açúcar... ele toma garapa!
não engana... ele dá um migué!
não percebe... ele dá fé
não vigia as coisas... ele pastora!
não sai apressado... ele sai desembestado!
não aperta... ele arroxa!
não usa zíper... usa 'riri'!
não dá volta... ele arrudêia!
não espera um minuto... ele espera um pedaço!
não é distraído... ele é avoado!
não fica encabulado... ele fica todo errado!
não passa a roupa... ele engoma a roupa!
não ouve barulho... ele ouve zuada!
não rega as plantas... ele 'agoa' as plantas
não é esperto... ele é desenrolado!
não é rico... ele é estribado!
não é homem... ele é macho !
não diz tu ouviste? , ele diz vice?
não diz vamos embora ele diz bora!
não grita de espanto ele diz oxe!
não se impressiona, só diz vôte!
não diz não, diz nã!

Ô orgulho réi besta!!!

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