DE PERTO NINGUÉM É NORMAL

Parafraseando Caetano Veloso, desejo trazer para a reflexão uma situação vivida durante a assembléia realizada no Centro de Ciências Agrárias da UFPB, no último dia 25 de maio.
Estávamos discutindo a posição da CCA quanto à aceitação do ENEM como norma para ingresso nesta universidade quando vieram ao debate questões relativas às cotas sociais. Em meio ao debate, um dos nossos colegas, o professor Américo Perazzo, direcionando-se ao coordenador da assembléia, expressou a seguinte frase: “Qual percentual das vagas ficarão destinadas aos normais como nós, os brancos e de classe média”?
Fiquei estarrecido. Afinal, em uma sociedade multirracial como a brasileira e a paraibana, não sabia que ser normal era ser branco, e mais, ser branco de classe média. Então Caetano está enganado!…. os normais existem!!! Eu estava bem perto….
De fato, nobres colegas, é triste, porém necessário, ocupar esse espaço para expressar minha indignação e mais que isso, manifestar minha preocupação com esse tipo de atitude. Muitos falam do preconceito velado e ele se revela exatamente quando o Estado Brasileiro, reconhecendo sua dívida histórica, se propõe abrir as Universidades Públicas aos mais pobres, aos afro descendentes, aos descendentes de indígenas, aos portadores de necessidades especiais. Afinal, é função do estado democrático promover políticas de combate às desigualdades sociais. Anormal, diga-se em alto e bom tom, seria continuar favorecendo os mais favorecidos.
Estamos vivendo um momento histórico cuja bandeira é a da inclusão social, e isso não será conquistado se não pelo respeito às diferenças. Inclusão social não é dádiva é conquista, resulta de lutas dos movimentos sociais.
Que os muitos exemplos de intolerância racial, religiosas, sexual, nos sirvam de lição sem que precisemos repeti-las. Basta, escravidão, apartheid, nazismo, terrorismo… precisamos de ungüentos que ajudem a cicatrizar essas feridas profundas, marcas da imaturidade e da intolerância humanas.
Precisamos, e esse deve ser um compromisso da universidade pública, contribuir para a construção de uma sociedade menos desigual, com respeito às diferenças sociais, afetivas, de gênero, de etnia e culturais. Porque, nobres colegas, normal é o respeito, o respeito à diversidade.

Prof. Rosivaldo Gomes de Sá Sobrinho
DCFS – CCA – UFPB
(83) 33622300 R 236

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Olha nós no…

e no…

Paraibanês

Paraibano não fica solteiro... ele fica solto na bagaceira!
Paraibano não vai com sede ao pote... ele vai com a bixiga taboca!
Paraibano não vai embora... ele vai pegá o beco!
Paraibano não diz 'concordo com vc' ... ele diz 'Né isso, homi!!!!'
Paraibano não conserta... ele Imenda!
Paraibano não bate... ele 'senta-le'a mãozada!
Paraibano não sai pra confusão... ele sai pro 'muído'!
Paraibano não bebe um drink... ele toma uma!
Paraibano não é sortudo... ele é cagado!
Paraibano não corre... ele dá uma carrera!
Paraibano não brinca... ele manga!
não toma água com açúcar... ele toma garapa!
não engana... ele dá um migué!
não percebe... ele dá fé
não vigia as coisas... ele pastora!
não sai apressado... ele sai desembestado!
não aperta... ele arroxa!
não usa zíper... usa 'riri'!
não dá volta... ele arrudêia!
não espera um minuto... ele espera um pedaço!
não é distraído... ele é avoado!
não fica encabulado... ele fica todo errado!
não passa a roupa... ele engoma a roupa!
não ouve barulho... ele ouve zuada!
não rega as plantas... ele 'agoa' as plantas
não é esperto... ele é desenrolado!
não é rico... ele é estribado!
não é homem... ele é macho !
não diz tu ouviste? , ele diz vice?
não diz vamos embora ele diz bora!
não grita de espanto ele diz oxe!
não se impressiona, só diz vôte!
não diz não, diz nã!

Ô orgulho réi besta!!!

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