HortaFácil: um Software para o Planejamento, Dimensionamento e Gerenciamento de Hortas comerciais, domésticas, Escolares e Comunitárias

Wilson Roberto Maluf (UFLA), Thiago Conrado(UEM),
Ernani Clarete da Silva(UFSJ), Luiz Antonio Augusto Gomes(UFLA)

O Horta Fácil é um programa desenvolvido para horticultores e extensionistas com a finalidade de planejar e manejar uma produção de hortaliças pré-programada e contínua ao longo do tempo. Levando em conta os ciclos fenológicos inerentes a cada espécie hortícola, o software realiza otimizadamente o dimensionamento da área a ser cultivada, bem como do número e a dimensão dos módulos de cultivo para cada hortaliça. Este dimensionamento pode ser realizado para uma quantidade variável de espécies de hortaliças em uma mesma horta, a partir da produção semanal estabelecida para cada espécie. Os cálculos são feitos pelo software com base em modelos de cultivo que contém o ciclo fenológico, o espaçamento recomendado, e a produtividade esperada para cada hortaliça, e que estão presentes em um banco de dados incluído no software.

As informações contidas no banco de dados podem ser editadas, de modo a fornecer dados realistas para condições locais específicas. Além do dimensionamento para uma produção escalonada, o programa fornece também um calendário de cultivo que indica as tarefas a serem realizadas em cada módulo ao longo do tempo, semana por semana. O software é capaz de otimizar a escala de produção garantido a quantidade correta de cada hortaliça a ser colhida semanalmente, de modo a evitar excessos ou falta de produção, e também estima as necessidades de área e de água para a horta a ser estabelecida. Permite também a impressão de relatórios para cada horta a ser planejada. É uma ferramenta de trabalho para o extensionista e demais profissionais envolvidos no estabelecimento e gerenciamento de hortas de qualquer porte, sejam elas comerciais, domésticas, escolares, ou comunitárias.

O HortaFácil foi desenvolvido com o apoio da FAPEMIG-Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, e do CNPq-Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. É um sofware de uso livre, de fácil instalação, que os autores disponibilizam aos interessados clicando no botão abaixo e fazendo o DOWNLOAD.

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Orgânicos: mais saudáveis e mais caros

País terá certificação unificada em 2011.
Vale a pena optar por esses produtos?

Chris Bertelli, iG São Paulo | 11/02/2010 12:55
Sem agrotóxicos: custo ainda desafia o bolso

O cultivo sem o uso de agrotóxicos não é a única característica que define se um alimento é ou não orgânico. Para ter o certificado que garante o título, produtores têm de se enquadrar em mais de 50 normas diferentes de produção e comercialização, incluindo armazenamento, rotulagem, transporte e fiscalização.
Entre as exigências estão a preservação da diversidade biológica dos ecossistemas, o manejo correto de resíduos, o emprego de processos que incrementem a fertilidade do solo e a inclusão de práticas sustentáveis. Em hipótese alguma é permitido o uso de sementes transgênicas, adubos químicos, ou hormônios e antibióticos em animais.
Segundo produtores, as certificadoras – empresas que fiscalizam e fornecem ou não o “atestado” de orgânico – estão de olho até nas relações de trabalho, exigindo que os funcionários tenham carteira assinada e recebam benefícios.
O prazo para os produtores se enquadrarem nessas regras foi prorrogado para o início de 2011. O certificado de orgânico também muda a partir dessa data e passa a ser um selo único em todo o país, o Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica (Sisorg). Atualmente, existem cerca de 36 diferentes selos de certificação.
Para quem consome orgânicos, a mudança garante que os produtos serão avaliados sempre com os mesmos critérios, independente de qual empresa o certificou, nacional ou internacional. Para Ming Liu, da Organics Brasil – associação cujo objetivo é unificar as estratégias do setor e promover as exportações brasileiras –, o novo procedimento não deve encarecer o produto. A produtora Julia Smith, da Orgânicos São Carlos, confirma. “A lei já existia, esse tempo servirá para resolvermos questões práticas como a mudança de rótulos, por exemplo.” “Quem produz orgânico corretamente não vai ter de fazer nada diferente do que já está sendo feito. Esse custo não deve ser repassado ao consumidor”, opina Ming Liu.
Tendência em alta

O preço alto é apontado como o principal fator pelo qual parte da população ainda opta por verduras, legumes, frutas e carnes não-orgânicos. A reportagem do Delas visitou a feira de produtos orgânicos do Parque da Água Branca, zona oeste de São Paulo, em fevereiro, em uma terça-feira e em um sábado. Nas duas ocasiões, o quilo do tomate custava R$ 7 e o maço de alface era vendido a R$ 2, isso citando apenas dois produtos que, em levantamento do Ministério da Saúde, são os campeões de resíduos de agrotóxicos em não-orgânicos. No Mercado Municipal, os preços eram, em média, 50% mais baratos.
Essa diferença pode ser explicada pela escassa oferta do produto, que está longe de atender à demanda do mercado. “Algumas empresas têm de buscar ingredientes no exterior. O Brasil ainda não tem aveia orgânica, por exemplo”, relata o coordenador da Organics Brasil. No ano passado, a venda de orgânicos da rede Pão de Açúcar, por exemplo, subiu 45%, alcançando a impressionante marca de 57 milhões de reais de faturamento. A PepsiCo, de olho nesse nicho, lançou este ano o seu primeiro produto orgânico: o achocolatado Toddy. A previsão é que o mercado brasileiro de orgânicos este ano cresça até 25%.
Outros fatores também fazem com que o produto chegue mais caro ao consumidor, como a produção em escala restrita, a logística da entrega e até mesmo o controle de pragas sem a utilização de pesticidas. Os agricultores do Paraná, por exemplo, têm de lidar com as pragas da soja de forma natural, sem pesticida – algo que leva tempo. E no caso desta commoditie, qualquer perda pequena é sentida diretamente no bolso do consumidor.
Mais saudável e politicamente correto
Para a empresária Neura Aparecida Gil Freitas, da Refazenda, empresa de Botucatu, no interior paulista, que comercializa e produz pratos orgânicos congelados, o aumento no consumo também reflete uma tomada de consciência da população. “Se você somar qualidade, promoção da saúde, bem-estar social e proteção ao ambiente, vai ver que o preço não é assim tão caro”, argumenta.
A aposentada Cleuza Serra, de 56 anos, concorda e faz questão de sair da zona norte de São Paulo só para fazer feira no Parque da Água Branca, do outro lado da cidade. Essa é a forma que ela encontrou de unir duas preocupações: a saúde e o ambiente. “Esses alimentos são mais saudáveis, porque não estou ingerindo produtos químicos. Eu sei que é mais caro, mas encaro como uma doação ao ambiente, já que a produção respeita a natureza”. A produtora Julia Smith reforça: “o produto é mais saudável, mais nutritivo, além de ter sido produzido de maneira correta, sem produto químico, sem contaminar o ambiente”.
O alto valor nutricional dos alimentos orgânicos não é mera propaganda. A pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sonia Cachoeira Stertz, especialista no tema, já comprovou que esses alimentos são realmente mais saudáveis e mais nutritivos. “Primeiro, por não terem resíduos de agrotóxicos. Depois, por utilizarem fertilizantes naturais, são nutricionalmente mais equilibrados.” Ela realizou uma pesquisa com 10 produtos diferentes, entre eles o leite, o morango e a batata. Os resultados: o leite orgânico tem de 40 a 80% mais elementos antioxidantes – benéficos à saúde; o morango tem mais sais minerais e a batata mais nutrientes do que os convencionais.
Um estudo realizado nos Estados Unidos, em 2007, concluiu que alimentos orgânicos têm 40% a mais de antioxidantes do que os convencionais. Além disso, as frutas apresentavam maior concentração de frutose, de vitamina C e potássio. Tantas pesquisas e descobertas nessa área explicam o sucesso e o crescimento da demanda por esse tipo de produto.

Olha nós no…

e no…

Paraibanês

Paraibano não fica solteiro... ele fica solto na bagaceira!
Paraibano não vai com sede ao pote... ele vai com a bixiga taboca!
Paraibano não vai embora... ele vai pegá o beco!
Paraibano não diz 'concordo com vc' ... ele diz 'Né isso, homi!!!!'
Paraibano não conserta... ele Imenda!
Paraibano não bate... ele 'senta-le'a mãozada!
Paraibano não sai pra confusão... ele sai pro 'muído'!
Paraibano não bebe um drink... ele toma uma!
Paraibano não é sortudo... ele é cagado!
Paraibano não corre... ele dá uma carrera!
Paraibano não brinca... ele manga!
não toma água com açúcar... ele toma garapa!
não engana... ele dá um migué!
não percebe... ele dá fé
não vigia as coisas... ele pastora!
não sai apressado... ele sai desembestado!
não aperta... ele arroxa!
não usa zíper... usa 'riri'!
não dá volta... ele arrudêia!
não espera um minuto... ele espera um pedaço!
não é distraído... ele é avoado!
não fica encabulado... ele fica todo errado!
não passa a roupa... ele engoma a roupa!
não ouve barulho... ele ouve zuada!
não rega as plantas... ele 'agoa' as plantas
não é esperto... ele é desenrolado!
não é rico... ele é estribado!
não é homem... ele é macho !
não diz tu ouviste? , ele diz vice?
não diz vamos embora ele diz bora!
não grita de espanto ele diz oxe!
não se impressiona, só diz vôte!
não diz não, diz nã!

Ô orgulho réi besta!!!

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