VIII Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais

A Sociedade Brasileira de Sistemas Agroflorestais (SBSAF), em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental, Universidade Federal Rural da Amazônia e Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira, lançaram, no dia 18 de outubro de 2010, o VIII Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais (CBSAF), que será realizado em novembro de 2011, em Belém – PA. O VIII CBSAF, que acontecerá no Ano Internacional da Floresta, terá como tema “Sistemas Agroflorestais na Paisagem Florestal: desafios científicos, tecnológicos e de políticas para integrar benefícios locais e globais” e visa promover o intercâmbio de informações e conhecimentos técnico- científicos sobre as pesquisas nessa área.

Site do evento

2011 – Ano Internacional das Florestas

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Projeto Agroecologia na Borborema revitaliza a paisagem do Agreste paraibano

Visita à propriedade da família de Zé Pedro e Maria do Carmo

Nas últimas décadas, a preocupação com o meio ambiente se disseminou em todas as esferas da sociedade. As mudanças climáticas deixaram de ser consideradas como teorias imaginárias ou alarmistas. Hoje, os efeitos do aquecimento global podem ser sentidos na própria pele de quem quer que seja. A situação exige a participação de todos os setores, e, nesse caso, a agricultura, vista como uma das principais vilãs, não poderia se omitir. Sabe-se, no entanto, que as soluções efetivas não devem enfocar apenas aspectos ecológicos do ambiente, mas também fatores econômicos, políticos, sociais e culturais. E é nessa conjuntura que a agricultura familiar também vem buscando prestar sua contribuição em diversas partes do país.

Exemplo disso é o trabalho que vem sendo desenvolvido na região Agreste da Paraíba. Desde 1993, a AS-PTA vem atuando em estreita cooperação com organizações da agricultura familiar articuladas pelo Pólo da Borborema, tendo alcançado impactos significativos no que se refere à implementação de inovações nos campos da gestão dos recursos hídricos e da conservação da agrobiodiversidade. Embora tenham demonstrado resultados econômicos e ambientais positivos, atingindo um número considerável de famílias (cerca de 5 mil), as inovações técnicas vêm sendo adotadas em escala ainda pouco expressiva.

Buscando reverter esse quadro de pouca visibilidade e consolidar práticas adotadas isoladamente, surge o projeto Agroecologia na Borboremaconversão ecológica da agricultura no Agreste da Paraíba, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental. O objetivo é construir uma agenda socioambiental assumida por organizações da agricultura familiar de 15 municípios do Agreste da Paraíba para a implementação e divulgação de iniciativas demonstrativas de recuperação de áreas degradadas, reconversão produtiva de estabelecimentos familiares e uso ecoeficiente de lenha. O projeto também prevê ações de sensibilização ambiental junto a crianças e jovens rurais.

Para tanto, foram traçados os seguintes objetivos específicos:

  1. Implementação de sistemas agroflorestais em 150 estabelecimentos familiares;
  2. Redução da extração de lenha de remanescentes de caatinga em 50 estabelecimentos familiares;
  3. Redução da pressão de pastejo sobre os remanescentes de caatinga e aumento da disponibilidade alimentar para os rebanhos nos períodos secos do ano em 250 estabelecimentos familiares; e
  4. Desenvolvimento de um programa de educação ambiental para 1.800 crianças e jovens de 36 comunidades rurais de 13 municípios.

A ideia é propiciar maior segurança produtiva frente às instabilidades climáticas e a melhoria das rendas agrícolas, além de promover, simultaneamente, a prestação de serviços ambientais, no âmbito local e global, por meio da fixação e retenção de carbono atmosférico nos agroecossistemas em volumes bastante superiores aos atuais. As famílias agricultoras contarão com mudas e equipamentos para implementarem as inovações e participarão de oficinas, intercâmbios e seminários, seguindo a metodologia já aplicada com sucesso pela AS-PTA e parceiros envolvidos no projeto, a exemplo do Pólo da Borborema, da ONG Arribaçã, da Embrapa Algodão e da Universidade Federal da Paraíba (Campus de Bananeiras).

A primeira atividade desse plano de capacitação aconteceu nos dias 15 e 16 de Abril, no município de Solânea, com 30 participantes das comunidades de Palma, Bom Sucesso e Goiana, que estão à margem do Rio Bom Sucesso. A oficina abordou a importância da intensificação dos processos de arborização dos sistemas agrícolas para revitalizar a paisagem da região, tão degradada pelos ciclos econômicos que ali se sucederam: algodão, sisal e pecuária. Essa reconstituição histórica da ocupação da região, inclusive no que se refere à questão fundiária, é primordial para que se compreendam os mecanismos de produção e reprodução da condição de degradação atual. Como bem expressou João Macedo, da AS-PTA: Achei fundamental entender o processo de desarborização associado à concentração de terra e aos ciclos econômicos da agricultura no local.

Em seus depoimentos, os agricultores declararam ter percebido que o desmatamento causava desequilíbrios na natureza, tais como aumento de pragas e doenças, empobrecimento dos solos, inclusive com muitos sinais de erosão por toda comunidade, e alterações no clima e no regime das chuvas.

O grupo em seguida se dedicou a levantar o repertório das plantas nativas que ainda permanecem na região e suas funções: a macambira e o cumaru, muito usados como cerca-vida; a aroeira, remédio natural e melífera; o juazeiro e a baraúna, ótimos para criar sombras; o jucá e o marmeleiro, bons para lenha; o pereiro, usado como estaca; o Frei Jorge, serve como cabo de ferramenta; a imburana, o feijão brabo e o cardeiro, como forragens. Também foram ressaltadas as experiências de muitos agricultores que já cultivam diversas plantas forrageiras, como leucena, nim e gliricídia, e plantam o sabiá e até o pau d’arco.

No dia seguinte, os participantes foram convidados a visitar a propriedade da família de Zé de Pedro e Maria do Carmo. Em pequenos grupos, percorreram a área analisando como a família vem valorizando a árvore em seu sistema de produção, quais são as espécies usadas, em quais espaços foram plantadas, quais as funções que cumprem no sistema. Após a visita, os participantes trocaram suas impressões com a família, reconhecidamente a melhor forma de aprendizado.

À luz da visita e das discussões do dia anterior, cada família decidiu planejar seu processo de experimentação particular, mas também a comunidade priorizou o desenvolvimento de um projeto piloto de rearborização da mata ciliar em um trecho crítico do Rio Bom Sucesso.

Ainda para o mês de maio, estão previstas oficinas em outros municípios: Remígio (Assentamento Queimadas, Assentamento Doroth e Comunidade Caiana); Casserengue (Assentamento Santa Paula); Queimadas (Comunidades Catolé I e II) e Areial.

Com o aumento da abrangência do uso social das tecnologias inovadoras, o projeto Agroecologia na Borborema espera atingir a escala necessária para ampliar a capacidade demonstrativa das experiências para outras famílias agricultoras e para formuladores e executores de políticas públicas, mostrando como realmente o conhecimento local pode contribuir para o global.

MST mostra o que a Veja é

Como VEJA está depredando o jornalismo e a verdade

Fonte: Conversa Afiada em 12 de janeiro de 2010

NOTA DO MST-PA SOBRE REPORTAGEM DA REVISTA VEJA

1-O MST do Pará esclarece que não tem nenhuma fazenda ocupada no município de Tailândia, como afirma a reportagem da Revista Veja “Predadores da floresta” nesta semana. Não temos nenhuma relação com as atividades nessa área. A Veja continua usando seus tradicionais métodos de mentir e repetir mentiras contra os movimentos sociais para desmoralizá-los, como lhes ensinou seu mestre Joseph Goebbels. A reportagem optou por atacar mais uma vez o MST e abriu mão de informar que o nosso movimento não tem base social nesse município, dando mais um exemplo de falta de respeito aos seus leitores.

2-A área mencionada pela reportagem está em uma das regiões onde mais se desmata no Pará, com um índice elevado de destruição de floresta por causa da expansão do latifúndio e de madeireiras. Em 2007, a região de Tailândia sofreu uma intervenção da Operação Arco de Fogo, da Polícia Federal, e latifundiários e donos de serrarias foram multados pelo desmatamento. Os madeireiros e as empresas guseiras estimulam o desmatamento para produzir o carvão vegetal para as siderúrgicas, que exportam a sua produção. Por que a Veja não denuncia essas empresas?

3-Na nossa proposta e prática de Reforma Agrária e de organização das famílias assentadas, defendemos a recuperação das áreas degradas e a suspensão dos projetos de colonização na Amazônia. Defendemos o “Desmatamento Zero” e a desapropriação de latifúndios desmatados para transformá-los em áreas de produção de alimentos para as populações das cidades próximas. Também defendemos a proibição da venda de áreas na Amazônia para bancos e empresas transnacionais, que ameaçam a floresta com a sua expansão predatória (como fazem o Banco Opportunity, a Cargill e a Alcoa, entre outras empresas).

4-A Veja tem a única missão de atacar sistematicamente o MST e a organização dos camponeses da Amazônia, para esconder e defender os privilégios dos verdadeiros saqueadores das riquezas naturais. Os que desmatam as florestas para o plantio de soja, eucalipto e para a pecuária extensiva no Pará não são os sem-terra. Esse tipo de exploração é uma necessidade do modelo econômico agroexportador implementado no Estado, a partir da espoliação e apropriação dos recursos naturais, baseado no latifúndio, nas madeireiras, no projeto de exportação mineral e no agronegócio.

5-Por último, gostaríamos de comunicar à sociedade brasileira que estamos construindo o primeiro assentamento Agroflorestal, com 120 famílias nos municípios de Pacajá, Breu Branco e Tucuruí, no sudeste do Estado, em uma área de 5200 hectares de floresta. Nessa área, extraímos de forma auto-sustentável e garantimos renda da floresta para os trabalhadores rurais, que estão organizados de maneira a conservar a floresta e o desenvolvimento do assentamento.

 

DIREÇÃO ESTADUAL DO MST DO PARÁ

Marabá, 12 de janeiro de 2010

Olha nós no…

e no…

Paraibanês

Paraibano não fica solteiro... ele fica solto na bagaceira!
Paraibano não vai com sede ao pote... ele vai com a bixiga taboca!
Paraibano não vai embora... ele vai pegá o beco!
Paraibano não diz 'concordo com vc' ... ele diz 'Né isso, homi!!!!'
Paraibano não conserta... ele Imenda!
Paraibano não bate... ele 'senta-le'a mãozada!
Paraibano não sai pra confusão... ele sai pro 'muído'!
Paraibano não bebe um drink... ele toma uma!
Paraibano não é sortudo... ele é cagado!
Paraibano não corre... ele dá uma carrera!
Paraibano não brinca... ele manga!
não toma água com açúcar... ele toma garapa!
não engana... ele dá um migué!
não percebe... ele dá fé
não vigia as coisas... ele pastora!
não sai apressado... ele sai desembestado!
não aperta... ele arroxa!
não usa zíper... usa 'riri'!
não dá volta... ele arrudêia!
não espera um minuto... ele espera um pedaço!
não é distraído... ele é avoado!
não fica encabulado... ele fica todo errado!
não passa a roupa... ele engoma a roupa!
não ouve barulho... ele ouve zuada!
não rega as plantas... ele 'agoa' as plantas
não é esperto... ele é desenrolado!
não é rico... ele é estribado!
não é homem... ele é macho !
não diz tu ouviste? , ele diz vice?
não diz vamos embora ele diz bora!
não grita de espanto ele diz oxe!
não se impressiona, só diz vôte!
não diz não, diz nã!

Ô orgulho réi besta!!!

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